Carta de José António Vieira de Magalhães para António Ferreira Gomes – bispo do Porto relatando o processo judicial contra o seu “…Pai…” por este não o reconhecer como filho; indica que a sua primeira ação judicial teve uma “…sentença desfavorável.”; todavia o seu advogado aconselhou recorrer da decisão para “…Relação do Porto.”
Manifesta a sua apreensão para continuar luta legal devido aos seus poucos recursos financeiros “Ao saber que meu Pai diz que com dinheiro passa por cima do direito e atropela a justiça, sinto-me preocupado com o desenrolar desta ação, pois já gastei aproximadamente 30.000$00 (escudos), as economias de tantos anos de trabalho neste Moçambique.”
Solicita a intervenção favorável do bispo do Porto relativamente a este caso judicial “Venho pedir a Vossa Excelência…interferência no meu caso afim de que possa ser feita justiça e a verdade demonstrada.”
Conclui relatando o envio dos “…quesitos aprovados pelo Tribunal de Amarante…” favoráveis à sua causa, Mutarara - Beira – Moçambique, 1969-08-22
Em anexo: Acórdão judicial sobre a “…da paternidade ilegítima que José António Vieira Magalhães move a João Vieira Magalhães…” no qual indica que o coletivo de juízes dá como provado que “A mãe do Autor (José António Vieira Magalhães) foi sempre mulher séria e digna. Antes de ter relações sexuais com o Réu (João Vieira Magalhães) era mulher virgem. E foi o Réu o único homem que ela conheceu.”, [ant. 1969-08-22]
Mutarara - Beira - Moçambique
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PT FS AFG/B/PRT/01/02/0294
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1969-08-22
Parte de António Ferreira Gomes