Carta de António Joaquim Ferronha – professor para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando que aceitou a recomendação de amigos e do bispo e rendeu-se aos esforços feitos do lado governamental para que voltasse a Angola. Com a garantia que lhe fora feita de poder atravessar a fronteira entre o Congo e Angola, desde que em troca ajudasse nas relações entre os poderes do Congo e de Angola. Afirma que “O desespero apossou-se da maioria dos angolanos. O M.P.L.A depois de inventar vitórias sobre vitórias…resolveu evacuar o Congo…”, 1968-09-29
António Joaquim FerronhaBrazzaville - Congo
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Carta de António Joaquim Ferronha – professor para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado acusando a receção duma carta; relata que a “…PIDE visitou a minha mulher para lhe comunicar que estava ao corrente de seu plano de fuga e que «portanto, não fizesse isso»; descreve um conflito entre o “…governador do Congo Central…(e) chefe do governo angolano…”, no qual o governador acusa o chefe do governo angolano “…de não ter mão nos soldados angolanos…que fariam desacatos no território congolês.” ; reflete que “Os angolanos estão profundamente divididos…”; afirma que é “…conselheiro…” e apoiante de líderes da resistência angola ao colonialismo português como “Holden Roberto…(líder da) UPA (União das Populações de Angola…” e “…Kassinda…”
Expressa o seu contentamento pelo bispo do Porto ter “…lutado no plano espiritual para que os filhos de Deus se entendam e sobretudo por saber que o comodismo clerical e episcopal português recebeu pela sua mão um duro golpe…”, acusa “…Sr. D. Gabriel…” de indiferença pela sua família perseguida pela “…PIDE…”; conclui informando que já conseguiu obter um emprego, Universidade Livre do Congo, Kinshasa (Léopoldville), 1965-05-08
Carta de António Joaquim Ferronha – professor para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando que no “…domingo de Ramos…” desmaiou “…os pulmões e o coração terem cessado de trabalhar em Kisangani…ficando uma semana entre a vida e a morte…” mas recuperou todavia “Sinto-me bastante fraco. Terei que resolver estes problemas orgânicos ainda.”; reporta que se encontra a residir num “…apartamento…com o rio Congo por trás da janela e Brazzaville da outra republica em face.”
Comenta que “…a Igreja em Portugal em vez de progredir, marcha para as tradições medievais.”; relata que “Os angolanos por aqui continuam a matarem-se uns aos outros, antes mesmo de ocuparem o poder.”; conclui solicitando a bênção do bispo do Porto, Kisangani (Stanleyville) - República Democrática do Congo, 1967-04-19