Carta de Manuel Gonçalves Diogo – padre para António Ferreira Gomes – bispo do Porto relatando o envio de “…um número do nosso jornal «O Vilaverdense».” acrescenta que a partir desse exemplar o bispo do Porto pode constatar “…o atrevimento e a petulância inaudita do Clã dos Padres Vaz.”
Comenta sobre esse clã de padres o seguinte “A nossa Diocese não suporta estes indivíduos. Eram fascistas; agora foram procurar apoio nos independentes e nas esquerdas…apresentem-se como arautos das liberdades.”; acusa este clã de um “…ataque…” ao bispo de Braga.
Conclui solicitando ajuda do bispo do Porto ao bispo de Braga …”, Vila Verde – Braga, 1971-04-18
Vila Verde - Braga - Portugal
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Carta de Artur Martins da Silva – padre para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando “Recebi a última carta justamente a tempo de voltar ao seminário e apresentar a Mons. Vega os cumprimentos e agradecimentos pessoais que mandava e que ele muito apreciou; manifestou mesmo a esperança de encontrarem-se em Itália.”; descrevendo os discursos de “…D. Florentino…[e] Mons. Santos…” no “…retiro…”; informa do rumor que “Corre para aí que anda em fotocópia um carta…[do] pároco de Vila Verde lhe agradece uma visita…e prediz um regresso glorioso e apoteótico…” e que apoia os “…operários…[e] comunismo.”; narra alguns episódios e relata que o “…Dr. Madureira falou que lhe parecia útil que um grupo de padres fosse à Nunciatura em solidariedade com o bispo do Porto, Porto, 1959-08-30
Artur Martins da SilvaCarta de Manuel Gonçalves Diogo – padre em Vila Verde para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado agradecendo a sua visita a sua casa expressa a sua admiração pelo bispo do Porto por “…sentir na sua alma…a chama da sorte do infeliz proletariado português, entregue nas garras duma miséria imerecida.” e por ser “…para mim e para muitos, é a única esperança de resgaste da dignidade da Igreja no meio operário.”; crítica a igreja “…em Portugal traiu a sua missão divina, está de braços dados com o capitalismo.”; conclui informando que irá ao Porto para lhe apresentar os seus agradecimentos pessoalmente, Vila Verde, 1959-07-26
Manuel Gonçalves DiogoCarta de Manuel Gonçalves Diogo – padre para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado expressando os seus “…sentidos pêsames pelo trânsito para a eternidade da sua piedosa mãe.”; informa que “Gostei imenso dos dias que passei em Lourdes e de me ter encontrado com V.ª Ex.ª Reverendíssima.”; relata que desde o exílio do bispo do Porto “Em quase todo o Portugal…tem-se dado um afastamento do clero da política e da atitude de apoio publico ao governo, sobretudo nas eleições.” e acrescenta “As últimas eleições foram um desastre para o Salazarismo!” devido ao absentismo; afirma que “A Imprensa Católica, em grande parte, faz uma triste figura.” na cobertura jornalística das referidas eleições, Vila-Verde – Braga, 1965-12-02
Manuel Gonçalves DiogoCarta aberta de Manuel Gonçalves Diogo – pároco de Vila Verde ao clero "informando que recebeu um “…livro ou folheto do Dr. Manuel Anselmo…[no qual] pretende refutar uma carta de um ilustre Bispo Português.”; indica que recusou aceitar este livro e reporta que o mesmo foi remetido pelo correio aos párocos do país inteiro.
Considera esta publicação uma “…afronta que temos de repelir.” e urge “…fazer a campanha da devolução do livro ao seu Autor. Pedimos que secunde esta campanha e a propague.”, Vila Verde - Braga, 1958-09-29
Carta de Manuel Gonçalves Diogo – pároco de Vila Verde – Braga para António Ferreira Gomes - bispo do Porto resignatário desejando-lhe “…Boas Festas, Feliz Ano Novo.”; indica que envia “…como elo de recordação" – aquela circular que, em 29 de Setembro de 1958, a propósito do exílio de D. António, remeteu ao clero do País.”; a partir dessa altura “…profetizei a sua ação na salvação do País…Em Lourdes, naquela Semana de 1965, onde demoradamente conversámos, também profetizei a necessidade de trocar o cardinalato pela futura tomada da sua Sé.” Afirma que conserva “…o retrato que me ofereceu na partida para o exílio como relíquia venerada.”
Conclui recordando “Eu segui-o doutrinalmente. Eu…lutei, reorganizei centros de luta contra o totalitarismo que iria suceder ao anterior. Foi luta perigosa e dura…Nunca esqueci o que o Senhor D. António sofreu.” Dá informação a questão colocada pelo bispo “Quanto ao assunto que me pede informação, o indivíduo não merece qualquer crédito, nem é honesto. Está afastado de serviços oficiais…Não devem os interessados entabular qualquer negócio com ele.” Vila Verde, 1982-12-17
Carta de Manuel Gonçalves Diogo – padre para António Ferreira Gomes – bispo do Porto relatando o envio de “…dois números do jornal «O Vilaverdense»…”
Um desses números é sobre um grupo de párocos que “…escrevendo, desde há oito anos, cartas e postais anónimos, cheios de infâmia…”; considera este grupo como “…os agitadores da nossa Diocese…”; o segundo exemplar do jornal é sobre “…os Vaz…” que apoiam esse grupo de párocos, Vila Verde, 1971-04-06
Carta de Manuel Gonçalves Diogo– pároco de Vila Verde para António Ferreira Gomes – bispo do Porto indicando que tem “…acompanhado a sua entrada gloriosa na Sé do Porto.”; ao tomar conhecimento desse regresso “…chorei de alegria. Triunfou a verdade, a justiça, a causa da liberdade contra a tirania.”
Reporta que enviou um telegrama “…ao jornal «O Comércio do Porto» pelos relatos feitos…” e um outro telegrama “…ao «Diário do Minho»…pela triste figura que tem feito, com toda a imprensa católica no caso do senhor Bispo do Porto…”
Relata que foi perseguido pela “…PIDE…” por proibir a celebração de uma missa na sua igreja “…pela restauração da saúde do ditador.”; indica que não celebrou essa missa apesar das pressões do “…Governador Civil…” e “…legionários, mocidades, salazaristas de vários concelhos.”
Conclui informando que conversou com “…alguns padres do Porto, que me comunicaram o movimento que iriam fazer para regresso do seu Bispo.”, Lisboa, 1969-07
Carta de Manuel Gonçalves Diogo – padre para António Ferreira Gomes – bispo do Porto relatando o envio do “…jornal quinzenal que o clero desta região publica «O Vilaverdense», com dois editoriais sobre o célebre preâmbulo à Constituição, com a invocação do Santo Nome de Deus…”; informa que este jornal sofreu “…mutilações da censura.”; por abordar este “…assunto…”
Expressa que “…quero significar a revolta de muitos católicos para com a chamada imprensa católica. Está de tal modo estatizada que nem sequer…[quiserem] defender ou falar no preâmbulo, salvo exceções.”, Vila Verde, 1959-07-21
Carta de Manuel Gonçalves Diogo – pároco de Vila Verde – Braga para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado alertando “…que os nossos Venerados Bispos não estejam ao corrente da situação económica portuguesa, que virá a trazer consequências não só económicas, mas sociais e politicas.”, afirma que “A dívida portuguesa então, era de 326 200 contos, enquanto que, em 1962 era de 22 600 000 contos.”, também indica que “Quanto a tributação do povo, foi elevada ao extremo.”; declara que este aumento de dívida deveu-se às “…enormes despesas da Guerra do Ultramar…”
Prossegue comentando que este esforço de guerra tornou “…as classes médias devedoras, em benefício da Banca e dos grandes.”; alega que o “…equilíbrio das contas públicas…” afirmado pelo governo deve-se ao “…dinheiro estrangeiro, que não consta daquela dívida…Dentro em pouco , isto é tudo do estrangeiro.”; conclui informando do envio do artigo de Manuel Gonçalves Diogo – pároco de Vila Verde – Braga publicado no jornal “…O Vilaverdense…” intitulado “…«O problema da Crise da Lavoura».”, Vila Verde, 1964-11-05
Carta de Manuel Gonçalves Diogo – pároco de Vila Verde – Braga para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando que “Tive muita vontade de neste ano ir fazer o meu retiro a Lourdes, mas não me foi possível.”, relata o envio da “…cópia de uma carta que enviei ao Senhor Arcebispo. Por ela ficará ao corrente do que se passa no país.”
Conclui expressando “Sempre esperei que V.ª Ex.ª…havia de voltar e ser a tábua de salvação.”, Vila Verde – Braga, 1968-09-17
Cópia da carta de Manuel Gonçalves Diogo – pároco de Vila Verde – Braga para Francisco Maria da Silva - arcebispo de Braga divida em 5 partes intituladas:
• “A situação política portuguesa”
• “A situação da Igreja em Portugal”
• “O que se pensa do dia de amanhã”
• “O que se pensa do arcebispo de Braga”
• “Manifestações políticas públicas”
Relata que a imprensa (no caso o «O Primeiro de Janeiro”) mostra a situação precária da saúde do chefe de governo. Considera que este estado de saúde pode criar “O caos…sobre o nosso país.”; afirma que os “…ministros…” estão em conflito entre os mesmos e em “…completa desorganização…”; alerta que “Podemos ser surpreendidos por uma instabilidade política, de que os comunistas e anarquistas se podem aproveitar.”
Caracteriza o estado da igreja católica em Portugal como “…muito grave. Nem os católicos nem o clero têm confiança nos seus Bispos.”; conclui aconselhando que “…não tome parte e promova…” as “Manifestações políticas públicas”, Vila Verde – Braga, 1968-09-16
Carta de Manuel Gonçalves Diogo – padre de Vila Verde para António Ferreira Gomes – bispo do Porto relatando o envio de “…mais um exemplar de «Vilaverdense».” contendo artigos sobre o “…clã do Vaz.”; indica que na “…cidade de Braga, entre os leigos e os melhores padres há uma reação forte contra…” o referido clã do Vaz.
Afirma que esse clã perdeu o “…prestígio que não mereciam, e que abusavam…Os padres opositores…começam a dispersar.”, Vila Verde – Braga, 1971-05-19
Carta de Manuel Gonçalves Diogo – padre para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado relatando que “Doutrinar, sobretudo no campo social, custa muito. Hoje desenha-se um corpo de doutrina, límpida e cristã, neste Portugal.”; essa dificuldade deve-se à ameaça de “…exílio.”; apesar dessas dificuldades afirma “Hoje pensa-se de outra maneira. Cortejam-me, seguem-me, consideram-me pioneiro.”; "a morte da sua bondosa Mãe afligiu-nos, chorámos consigo, rezámos e unimo-nos, no altar, nas suas preces…”; conclui indicando a sua intenção de visitar o bispo do Porto “…no estrangeiro, ou no Porto.”, Vila Verde, 1965-01-06
Manuel Gonçalves DiogoCarta para Giuseppe Maria Sensi – Núncio Apostólico em Lisboa na qual é exposta os seguintes pontos:
• “Há cerca de 10…” foi nomeado um “…Administrador Apostólico para a diocese durante a ausência do Bispo.”
• Tendo as condições que levaram o bispo do Porto ao exílio cessado um grupo de leigos apela ao regresso da “…normalidade;”
• Urgem o regresso do bispo do Porto à sua diocese.
• Solicitam ao Núncio Apostólico em Lisboa que faço de tudo para apressar esse processo.
Carta assinada por vários indivíduos, todavia apenas algumas assinaturas são legíveis:
• Mário Ferreira
• Joaquim – pároco
• José Maria de Sousa – pároco de Vila Verde
• Adriano Leite Gomes
Lisboa, [post. 1969-06-19]
Cópia de carta de António Ferreira Gomes, bispo resignatário do Porto, para Manuel Gonçalves Diogo – pároco de Vila Verde indagando sobre “…Pe. José Alves Duarte…de S. Paio de Merelim.”; familiares do bispo gostariam de saber se é de confiança, Ermesinde – Porto, 1982-12-15
António Ferreira Gomes1