Carta de Maria Amélia Baicea Pereira Baptista para António Ferreira Gomes – bispo do Porto agradecendo ao bispo do Porto pela “…admirável Homília de Domingo de Páscoa.” e relatando a “…história triste de uma mãe angustiada…”; na qual indica que o seu filho foi detido na “…prisão de Caxias…” por ter sido acusado de ser “…informador da D.G.S.”; afirma que foi transferido para Monsanto onde aguarda transferência para outra prisão.
Afirma que o seu processo judicial “…caiu…(no) esquecimento por parte dos investigadores.”; indica também que “Nunca tive…conhecimento dos factos que são imputados a meu filho e que de modo algum poderia aprovar.” Acrescenta o facto de temer pelo seu emprego já que os jornais publicaram o nome e endereço do filho.
Conclui desejando que esta história “…encontre eco no coração do sacerdote e…no coração do homem íntegro e desapaixonado.”, Lisboa, 1975-04-01
Monsanto - Idanha-a-Nova - Castelo Branco - Portugal
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Carta de Maia Celeste Pereira Lima Pedrinha Pereira para António Ferreira Gomes – bispo do Porto agradecendo ao bispo do Porto pela “…homília de domingo…”, na qual apela à “…libertação dos que estavam presos, sem culpa…”; indica que o seu marido se encontra nessa circunstância.
Descreve que o seu marido é “…um bom cristão…incapaz de fazer mal…”; todavia foi “…agente da extinta D.G.S para ganhar a sua vida…”; acrescenta que se encontra detido em Monsanto desde que voltou de Moçambique e que ela tem ao seu encargo dois filhos de quatro meses e de quatro anos.”; todavia não tem conseguido emprego e “…sem dinheiro, vivendo quase só (de) esmolas…”
Conclui expressando “Acredito na justiça de Deus, pois sei que ele nunca nos desempará, e tem sido a fé que nos tem feito aguentar tão pesado castigo…”, Porto, 1975-04-04
Carta de Jaime Gomes Cardina para António Ferreira Gomes – bispo do Porto relatando que tem visitado um “…rapaz…” na “…Cadeia de Monsanto…”; indica que fora agente da “…DGS… o preso relatou-lhe que foi alvo de “…torturas…” Considera que este tipo de presos, antigos funcionário da “…DGS…”, estão a ser vítimas de uma “…propagando de ódio.”, porque se encontram detidos à “…treze meses…com suas famílias na miséria, sem culpa formada…que hoje vivem em péssimas condições nos novos campos de concentração…”
Conclui urgindo justiça para estes presos “…não podemos como cristãos deixar transformar a justiça no ódio…”, Lisboa, 1975-07]