Recorte de jornal – “O Estado de S. Paulo”, com o artigo “A Igreja Católica, Salazar e a política colonialista lusa”, com uma anotação “pg. 96”, 1964-01-26
Estados Unidos da América
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Recorte de um jornal não identificável contendo uma coluna intitulada “A nomeação dos Bispos” expressando o seu protesto contra as autoridades civis na nomeação de bispos “Há que evitar o abuso do poder secular na nomeação dos Bispos. Estes não devem prestar juramento ao poder civil.”, 1963-[--?]-07 – 1965-[--?]-07
Cópia de carta de Dorinda para Ronald Reagan – presidente dos Estados Unidos da América tecendo algumas “…considerações…” sobre os esforços do presidente dos Estados Unidos da América para atingir a “…Paz…” com os “…russos.”; convida o presidente dos Estados Unidos da América e o “…sucessor de Brejnev ” a um encontro no Sameiro – Braga com a presença do papa João Paulo II em Maio de 1983 para promoverem a “…paz.”, com a seguinte indicação:
“Ao conhecimento
• João Paulo II
• Presidente URSS
• Presidente da República
• Primeiro Ministro
• Cardeal Patriarca
• Reitor Santuário Sameiro
• Diogo F. Amaral
• P. Abranches…”
[1983- post 03-04]
Carta de Sarmento Beires, professor universitário para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando que aquando da visita do “…Papa Paulo VI…” ao Santuário de Fátima, rodeado pelos “…fiéis…(e) membros do episcopado portuguê, que acompanhou na televisão, considerou a ausência do bispo do Porto nesta cerimónia do seguinte modo: “Quanto mal tudo isto me parece causar à própria Igreja e nada se vê…no sentido de pôr termo a este estado de coisas.”
Informa que o “…P.ª Gil V. Pelayo de Sousa Henriques…foi para Roma mandado estudar Filosofia…” desviando-se da “…matemática…”; aconselha que o bispo do Porto escreva as suas “…«Memórias»…”; relata que assistiu “…sagração episcopal do Senhor D. Domingos na Sé do Porto.”
Conclui expressando que existe um “…numeroso grupo de portugueses que o respeitam e admiram sem reservas.”; Porto, 1967-05-28
Carta de António Joaquim Ferronha – professor para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado expressando a sua “…saudade…e louvor ao sacrifício que sustenta no exílio pela causa da unidade da nossa humanidade…”; deseja que o bispo do Porto regresse à cidade do Porto no próximo ano; informa que se encontra em Léopoldville (Kinshasa) porque fora contactado pela “…Cruz Vermelha Internacional…” afirmando que se encontra a negociar “…com as autoridades portuguesas…” para que “…permitam saída de sua família…” e o seu reencontro ..Conclui informando que “O K encontra-se nos Estados Unidos e com certas dificuldades para regressar. O general é amigo do H.”, Léopoldville (Kinshasa), 1965-12-22
Em nota no verso do aerograma: Família chegada ao Congo, inesperadamente
Carta de António Joaquim Ferronha – professor para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando que depois de ter visitado o bispo em Lourdes, resolveu que a família o não iria acompanhar de volta ao Congo e que voltaram para Portugal. Quando, em setembro, chegou ao Congo, viu-se metido no tiroteio e espera sobreviver no meio das convulsões políticas e militares.
António Joaquim FerronhaCarta de Maria Luís Salinas, assistente social, diocesana de Lisboa para António Ferreira Gomes – bispo do Porto afirmando que o exílio do bispo do Porto causou-lhe “…vergonha e humilhação…”; agora manifesta a sua “…alegria…” pelo regresso do bispo do Porto à sua diocese e considera este regresso “…o primeiro sinal de esperança…na Igreja portuguesa. Apresenta-se como uma “…assistente social da Santa Casa da Misericórdia e muito amiga e admiradora da Maria Berta Peixoto.”; 1969-07-10
Maria Luís SalinasCarta de António Joaquim Ferronha – professor para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado relatando que a detenção da sua família por parte da PIDE cessou e já se encontram em Stanleyville(Kisangani) através dos esforços da “…Cruz Vermelha Internacional.”; todavia ainda suspeita que continua a ser espiado pela “…PIDE…”; relata vários aspetos sobre a resistência angolana, especialmente sobre os que se encontram no Congo mas sem apoios financeiros, afirma que “A situações congolesa mantêm-se mais ou menos com tendência favorável aos elementos centro e direita.”; indica que “…não sei qual será a saída desta nação que não é nação senão artificialmente.”, caracteriza os congoleses nestes termos“…a alma do congolês continua a mesma: desleais, mulheres, cerveja…os escândalos de desvios de fundos públicos são… corrente e banal.”; relata que em Kinshasa (Léopoldville) - Congo “…elementos do M.P.L, mestiços sobretudo, continuam, desiludidos, a regressar a Angola.”
Conclui informando que o seu filho mais velho, 10 anos, quer ser médico-missionário.”, Universidade Livre do Congo, Stanleyville (Kisangani), 1966-04-05
Carta circular do casal Hildegard Goss-Mayr – ativista não-violenta e teóloga e Jean Goss - ativista não-violento dirigida a todos os que sabem ter interesse “...gostaríamos de renovar a nossa amizade convosco neste Natal de 65, e dizer-vos o quanto esperamos pelo Ano Novo. Gostaríamos que 1966 fosse um ano feliz e luminoso para todos.”; relata que criaram “…grupos de ação não violenta…” no Brasil e descrevem a situação no social-económica do país “…estão a roubar a todas essas pessoas que estão a morrer nos braços dos pais, e a esses milhares de jovens, sem pão, sem escola, sem trabalho...”; afirma que Hildegard Goss-Mayr – ativista não-violenta e teóloga entretanto “…atacava a consciência dos americanos, fazendo uma grande digressão pelos Estados Unidos, principalmente nas Universidades… Teve a grande alegria de descobrir uma elite muito aberta, mesmo entre os católicos, que se apressou a apoiar o Pastor Martin Luther King, membro do MIR, na sua luta não violenta pela integração racial, e que liderou a luta contra a guerra do Vietname…”; conclui informando que “…estamos a preparar uma viagem pela Alemanha Ocidental e Oriental, uma viagem pela França, depois novamente pela América Latina, onde o Pastor Martin Luther King pretende vir e ajudar-nos com a sua presença e o seu testemunho profundo.”, com uma anotação “Para informação”, [c. 1965-12-25]
Hildegard Goss-MayrCarta de Domingos Pinho Brandão – padre para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado relatando o envio de de dados sobre óculos bifocais e o valor das mesmas o valor de um orçamento para umas “…lentes bifocais…O preço…foi de 390,00. Indica que enviou umas “…separatas…”, uma dessas aborda as Escavações arqueológicas em Xanten – Alemanha; Diário e Ideário de um Participante»…” espera no próximo verão voltar lá.
Indica também ”; informa que “…na Diocese, as coisas vão correndo ou decorrendo. Mas acompanha-me sempre uma grande orfandade…”, Rua de Cedofeita – Porto, 1962-02-21
Carta para Maria de Lourdes Calvão Borges – pediatra, escrita por José Rebelo- cónego e secretário de D. António Ferreira Gomes – bispo do Porto resignatário que nele delegou a responsabilidade responder à carta datada 1985-07-28 sobre o projeto de heráldica relativo à diocese de Portalegre; inclui um CV e indica o envio de dois documentos: “…«Armas de Fé»…em anexo.” e “Livros publicados e outros dados biográficos, em 2º anexo.”, Ermesinde, 1985-08-08
António Ferreira Gomes1Carta de António Joaquim Ferronha – professor para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando que no “…domingo de Ramos…” desmaiou “…os pulmões e o coração terem cessado de trabalhar em Kisangani…ficando uma semana entre a vida e a morte…” mas recuperou todavia “Sinto-me bastante fraco. Terei que resolver estes problemas orgânicos ainda.”; reporta que se encontra a residir num “…apartamento…com o rio Congo por trás da janela e Brazzaville da outra republica em face.”
Comenta que “…a Igreja em Portugal em vez de progredir, marcha para as tradições medievais.”; relata que “Os angolanos por aqui continuam a matarem-se uns aos outros, antes mesmo de ocuparem o poder.”; conclui solicitando a bênção do bispo do Porto, Kisangani (Stanleyville) - República Democrática do Congo, 1967-04-19
Carta de Maria de Lourdes Calvão Borges - pediatra para António Ferreira Gomes – bispo do Porto resignatário informando que “Resido neste momento em Lisboa onde sou pediatra e Directora dos Serviços Médicos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e pertenço ao Instituto Português de Heráldica, onde decidi fazer um trabalho sobre a Heráldica dos Bispos de Portalegre.”
No âmbito do referido trabalho questiona o bispo do Porto cessante solicita a resposta a estas questões:
• “…Data e local do Baptismo…”
• “…Nome de Pais, Avós e irmãos, bem como o seu número…”
• “…Nome do Seminário onde deu entrada em 16/X/1917…”
• “…Data certa da nomeação episcopal para Portalegre 15 ou 22 de Janeiro de 1948…Por bula de quem?...”
• Data correta da sua nomeação para bispo do Porto
• “…Data da entrada solene na diocese de Portalegre e percurso feito…”
• “…Posse. Por procuração? A quem?”
• Solicita a “…descrição heráldica…” das “…armas…” do bispo do Porto cessante
• “…Em que locais se podem encontrar além do selo?...”
• “…e outras [informações] que por ventura ache de utilidade dar-me…”
Lisboa, 1985-07-28
Cartão de visita de Anne Maire Mº Hugh – vice-cônsul dos Estados Unidos da América. [post. 1952-10-12]
Cópia da carta de William R. Considine – diretor do departamento legal da Conferência Nacional Católica para o Bem-Estar para António Ferreira Gomes - bispo do Porto informando que recebeu o seu pedido de receber “…literatura sobre assuntos específicos…” e que esta carta é serve como resposta ao pedido de informações sobre “…impostos sobre o rendimento.”
Descreve que nos Estados Unidos da América a “…base fundamental da estrutura dos pagamentos Federais é imposto sobre o rendimento pessoal graduado, ou seja, a pagar ao Governo Federal sobre o rendimento pessoal líquido de um indivíduo.”; continua descrevendo o processo de pagamento de impostos para as pessoas singulares e de seguida caracteriza alguns aspetos da cobrança de impostos a “…Igrejas e religiosos…” que nos Estados Unidos da América possuem um “…especial interesse.”, continua “Padres, com a exceção dos religiosos que juraram votos de pobreza, devem pagar impostos sobre o rendimento.”; prossegue “Todas as organizações religiosas, de caridade ou educacionais estão isentas de pagamento do imposto sobre o rendimento, com as seguintes exceções: organizações religiosas, de caridade ou educacionais que não se limitam à definição restrita do termo «igreja» devem pagar impostos sobre rendimentos não relacionados, isso é, rendimento proveniente de atividades que não são as fundamentais para a concretização dos objetivos da organização em si própria.”; informa que as doações privadas às instituições acima referidas estão sujeitas a um imposto sobre o património reduzido. Elucida que a cobrança individual de impostos dos 48 estados e o distrito de Columbia (que constituem os Estados Unidos da América) tem como grande tendência de “…isentar…” o pagamento de impostos sobre a propriedade, herança e rendimento.
Indica que tentou obter panfletos do governo federal para “…suplementar a explicação.”, todavia não se encontram disponíveis, 1957-08-23