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Código de referência
Título
Data(s)
- 1958-07-13 (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
23 x 34,2 cm (papel)
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Nome do produtor
Entidade detentora
História do arquivo
Fonte imediata de aquisição ou transferência
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Âmbito e conteúdo
Fotocópia do ofício que enviado por António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, a António de Oliveira Salazar Presidente do Conselho de Ministros mais conhecida por “pró-memória” ou “Carta a Salazar”
O ofício explica as razão pela qual recusou o pedido de apoio durante a campanha eleitoral porque isso seria “…praticamente voto aberto…”
Relativamente às eleições declara “A grande e trágica realidade, que já se conhecia mas que campanha eleitoral revelou de forma irrefragável e escandalosa é que a Igreja em Portugal está perdendo a confiança dos seus melhores…” Assinala também que “…não diminui a minha estima e respeito pela sua personalidade…nem a minha admiração pela Sua Inteligência…” referindo-se António de Oliveira Salazar.
Enumera algumas “…incompatibilidades…” entre o locutor e o recetor como: “…a greve é entre nós um crime…”; “…não aceitamos a ideia de incompatibilidade de interesses do patronato e o operariado…”; “…não se receie pela formação de partidos…”
A carta conclui com interrogação de 4 perguntas:
• “Tem o Estado qualquer objecção a que a Igreja ensine livremente e por todos os meios, principalmente através das organizações e serviços da Acção Católica e da Imprensa, a sua doutrina Social?”
• “Tem o Estado qualquer objecção a que a Igreja autorize, aconselhe e estimule os católicos a que façam a sua formação cívico-política, de forma a tomarem plena consciência dos problemas da comunidade portuguesa, na concreta conjuntura presente, e estarem aptos a assumir as responsabilidades que lhes podem e devem caber, como cidadãos católicos?”
• “Tem o Estado qualquer objecção a que os católicos definam, publiquem e propaguem o seu programa ou programas, politicamente situados, em concreto hic et nunc, o que evidentemente não pode ir sem o despertar de esperanças de mutações ousadas e substanciais e do seu clima emocional?”
• “Tem o Estado qualquer objecção a que os católicos, se assim o entenderem e quando entenderem, iniciem o mínimo de organização e acção políticas, a fim de estarem aptos, nas próximas eleições legislativas ou quando julgarem oportuno, a concorrer ao sufrágio, com programa definido e com os candidatos que preferirem?”
Porto, 1958-07-13 A nota que encima a fotocópia (sem licença do autor. Notou António Bispo do Porto) foi escrita à mão, talvez pelo próprio autor do texto.
Avaliação, seleção e eliminação
Incorporações
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Condições de acesso
Condiçoes de reprodução
Idioma do material
- italiano
- latim
- português
Sistema de escrita do material
Notas ao idioma e script
Características físicas e requisitos técnicos
Instrumentos de descrição
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Existência e localização de originais
Existência e localização de cópias
Unidades de descrição relacionadas
relação genérica: PT/FS/AFG/B/PRT/01/01/004
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Identificador(es) alternativo(s)
Pontos de acesso
Pontos de acesso - Assuntos
Pontos de acesso - Locais
Pontos de acesso - Nomes
- António Ferreira Gomes1 (Autor)
- António de Oliveira Salazar (Destinatário)
Pontos de acesso de género
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Nível de detalhe
Datas de criação, revisão, eliminação
Línguas e escritas
Script(s)
Fontes
Fontes utilizada para o campo Âmbito e Conteúdo foram:
Fundação SPES - sítio web [https://www.fspes.pt/biografia.html] consultado a 2023-02-23
Pinho, A. de. (1986). Dom António Ferreira Gomes, uma atitude ética perante a sociedade e a Igreja. Humanística E Teologia, 7(2), pp. 162-163. https://doi.org/10.34632/humanisticaeteologia.1986.3577
Nota do arquivista
Descrição realizado por Nuno Ribeiro
