Caxias - Oeiras - Lisboa - Portugal

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              4 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
              Carta a narrar as condições de prisão de um filho
              PT FS AFG/B/PRT/01/02/0547 · Documento simples · 1975-04-01
              Parte de António Ferreira Gomes

              Carta de Maria Amélia Baicea Pereira Baptista para António Ferreira Gomes – bispo do Porto agradecendo ao bispo do Porto pela “…admirável Homília de Domingo de Páscoa.” e relatando a “…história triste de uma mãe angustiada…”; na qual indica que o seu filho foi detido na “…prisão de Caxias…” por ter sido acusado de ser “…informador da D.G.S.”; afirma que foi transferido para Monsanto onde aguarda transferência para outra prisão.
              Afirma que o seu processo judicial “…caiu…(no) esquecimento por parte dos investigadores.”; indica também que “Nunca tive…conhecimento dos factos que são imputados a meu filho e que de modo algum poderia aprovar.” Acrescenta o facto de temer pelo seu emprego já que os jornais publicaram o nome e endereço do filho.
              Conclui desejando que esta história “…encontre eco no coração do sacerdote e…no coração do homem íntegro e desapaixonado.”, Lisboa, 1975-04-01

              PT FS AFG/B/PRT/01/02/0564 · Documento simples · 1975-05-18
              Parte de António Ferreira Gomes

              Carta de luís António Cerveira Gomes para António Ferreira Gomes – bispo do Porto expressando que “Caiu bem fundo no meu coração e no dos meus colegas de cárcere, o grito de Amor, de Reconciliação e de Justiça lançado hoje…” pelo bispo do Porto; indica que conheceu o bispo do Porto “…em 1955 no Congresso Nacional da JOC.”
              Informa que ingressou na “…PIDE/DGS…” enquanto estava a cumprir serviço militar devido às “…condições monetárias…excelentes…” em “…Fevereiro de 1966, em Lço Marques.”; descreve o serviço prestado à “…PIDE/DGS…” em Lourenço Marques – Moçambique, Beira – Moçambique, ao serviço dos “…Flechas (tropa secreta da PIDE/DGS)…”, indica que foi “Preso em 8 de Junho 74…”, posteriormente libertado e de seguida demitiu-se do serviço das “…Flechas (tropa secreta da PIDE/DGS)…”; indica que abandonou Moçambique e chegou a Lisboa a 1975-09-17 com um “…CERTIFICADO emitido pelo Comando Chefe das Forças Armadas, devidamente assinado…atestando não existirem na Região Militar de Moçambique quaisquer acusações contra mim, nem reparos ao meu procedimento profissional.”
              Relata que foi “…preso sem quaisquer explicações…Levaram-me para Caxias até 13 Janeiro 75, data em que me transferiram para a Penitenciária de Lisboa – onde agora me encontro. Desde o dia da prisão até ao presente – 8 meses…”
              Prossegue elencando 9 perguntas colocando em causa os fundamentos legais e morais para a sua detenção e continuo aprisionamento; também contradiz as “Entidades oficiais…” que acusam a “…PIDE/DGS…” de ser uma “…«Associação de Malfeitores»…” com vários argumentos.
              Conclui solicitando “…uma Justiça equacionada nos conceitos de Justiça do Mundo Livre.”, acrescenta “Nunca será Justiça se…forem agora condenar-nos a todos só pelo facto de termos pertencido à PIDE/DGS, ou se forem inventar leis que punam hoje atividades que, na ocasião da sua prática, eram legais.”, Cadeia Penitenciaria de Lisboa, 1975-05-18

              PT FS AFG/B/PRT/01/02/0574 · Documento simples · 1975-06-09
              Parte de António Ferreira Gomes

              Carta de Manuel Maria Múrias, jornalista e escritor para António Ferreira Gomes – bispo do Porto informando que se encontra detido na “…Penitenciária…” e de não ter sido “…funcionário, nem informador da ex-PIDE, nem filiado na L.P, na U.N ou a A.N.P.”; descreve que a sua detenção nestes termos “O que neste momento se passa nas prisões militares portuguesas é…um caso alarmante de miséria moral, social e psíquica…”
              Manifesta a sua solidariedade com os “…polícias e ainda com os adeptos do P.C.P…” e indica que “Não são só os PIDES que estão presos…Estão presos duques e pescadores…comunistas….homens…desde os 16 aos 80 anos…”
              Prossegue descrevendo biograficamente alguns companheiros de cela e conclui agradecendo ao bispo do Porto pelo “…que…fez por esta gente toda, o atento que lhes deu…” e solicita que “…não se esqueça dos outros (presos), aos informadores, dos menos valentes, de todos os desgraçados…Reze por mim, Senhor Bispo.”, Penitenciária, 1975-06-09

              Manuel Maria Múrias
              Carta sobre o impacto da detenção do marido
              PT FS AFG/B/PRT/01/02/0575 · Documento simples · 1975-06-10
              Parte de António Ferreira Gomes

              Carta de Graciette Gonçalves Mota de Matos Rodrigues para António Ferreira Gomes – bispo do Porto agradecendo ao bispo do Porto por ser a “…voz, a única a erguer-se sem medo, para defender os ex-funcionários da ex-PIDE/D.G.S., que desde o Golpe Militar, estão sendo alvo da maior injustiça.”; descreve-se nestes termos “Chamo-me Graciette Gonçalves Mota de Matos Rodrigues e sou esposa do ex-Inspetor ad. Alberto Henrique de Matos Rodrigues…”
              Reporta que o seu marido foi “…feito prisioneiro em Caxias, dia 27 de Abril, mas onde se encontrava desde o dia 25…” pelas “…Forças Armadas…” sendo posteriormente transferido para Peniche, considera a sua detenção como uma “…Injustiça e Ingratidão…” uma vez “…muitos deles (membros das forças armadas) devem a vida ao meu marido e a muitos dos seus colegas…”, considera também que a sua prisão foi nefasta para a sua família “…pois tudo nos tiraram, ordenado, assistência médica e marcaram para sempre aqueles homens e suas famílias, cujos filhos ficarão traumatizados para sempre.”; afirma que a sua filha ficou em “…choque…” com a prisão do pai e que “…não foi mais estudar…” por não suportar “…ambiente de Injustiça e Maldade.” de que os antigos agentes da “…PIDE/D.G.S…” tem sido alvo.
              Conclui solicitando que o bispo do Porto que “…não se cale nunca em favor da Verdadeira Justiça, do Verdadeiro Amor e União entre todos os homens…”, Lisboa, 1975-06-10

              Grasiette Gonçalves Mota de Matos Rodrigues