Documento simples 0093 - Rascunho de dois telegramas saudando autoridades eclesiásticas

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Código de referência

PT FS AFG/B/PRT/E/01/01/0093

Título

Rascunho de dois telegramas saudando autoridades eclesiásticas

Data(s)

  • 1967-01-29 (Produção)

Nível de descrição

Documento simples

Dimensão e suporte

22,5 x 28,5 cm (papel)

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Nome do produtor

(1906-05-10 - 1989-04-13)

História biográfica

António Ferreira Gomes nasceu em 1906-05-10 na freguesia de Milhundos, concelho de Penafiel, filho de Manuel Ferreira e Albina Rosa de Jesus, ambos agricultores e residentes do lugar de Quintela. Sendo o quarto de um total de 10 filhos pelo referido casal sendo os seus irmãos e irmãs:
• Maria da Glória (1902-05-31 - 1987-06-12)
• Jorge (1903-03-05 - 1961-11-02)
• Emília (1904-11-06 - 1982-07-06)
• Inês (1908-01-21 - 1990-03-04)
• Inácio (1909-11-28 - 1964-11-08)
• Maria Antónia (1911-05-15 - 1991-08-18)
• Agostinho (1915-05-28 - 1939-02-19)
• Joaquim Ferreira Gomes
• Alberto Ferreira Gomes
Em 1916-10-16 ingressou nos estudos religiosos, por influência do seu tio o cónego Joaquim Ferreira Gomes, no Seminário de Nossa Senhora da Conceição (Porto) tendo concluindo esses estudos em 1925; segue-se a matrícula na Universidade Gregoriana Roma para frequentar o curso de Filosofia que conclui em 1928. Nesse mesmo ano ocorreu a sua ordenação sacerdotal como presbítero no dia 9 de Setembro na Torre de Marca (Porto), cerimónia presidida pelo António Barbosa Leão – bispo do Porto.
Também no ano 1928 foi nomeado prefeito e director de disciplina no Seminário de Vilar (Porto), função que desempenhou durante 8 anos até ser nomeado cónego da Sé do Porto em Janeiro 1936; continua a desempenhar funções pedagógicas no Seminário do Vilar como professor de Filosofia e como Vice-Reitor dessa instituição religiosa.
A sua progressão clerical irá alterar-se com a notícia da nomeação de António Ferreira Gomes para o cargo Bispo Coadjutor de Portalegre, com direito a sucessão e Bispo Titular de Rhandus em 1948-01-15; sendo a sua ordenação episcopal realizada na Sé do Porto presidida pelo Agostinho de Jesus e Sousa – Bispo do Porto, Manuel Maria Ferreira da Silva – bispo titular de Gurza e por D. António Valente da Fonseca.
Deu entrada na sua diocese em 1948-05-29 e sucedeu como bispo de Portalegre em 1948-06-06 pelo óbito do seu antecessor D. Domingos Frutuoso.
O seu episcopado na diocese de Portalegre será relativamente curto, sensivelmente quatro anos, todavia foi neste cargo em que se manifestou a sua preocupação pela condição socioeconómica precária dos trabalhadores rurais portugueses. Para combater essa situação planeia a fundação de uma associação agrária com o objetivo de difundir a doutrina social da igreja e procurar combater as lacunas matérias e morais da população da sua diocese.
Na implementação deste projecto participam duas figuras: José Pequito Rebelo – engenheiro e proprietário agrário do Alentejo que sugere a implementação dessa associação abrangesse as dioceses de Beja e Évora para além de Portalegre, proposta que António Ferreira Gomes rejeita; e a outra figura é a de Nuno Vaz Pinto – engenheiro que promove a implementação da associação canónica “Acção Social Agrária” em 1951; outra associação será patrocinada por António Ferreira Gomes com a criação da “Fraternidade Operária” em 1951-04-08.
O seu episcopado em Portalegre terminou em 1952-07-13 quando é nomeado bispo do Porto; Toma posse por procuração a 14 de Setembro do mesmo ano e entra na diocese do Porto 1952-10-12, uma vez que continuou como Administrador Apostólico de Portalegre até à tomada de posse do sucessor, D. Agostinho Lopes de Moura, a 2 de Maio de 1953.
O seu episcopado na diocese do Porto será o mais célebre devido ao seu exílio em 1958-10-18, mas foi precedido por acontecimentos que demarcavam António Ferreira Gomes como um não apoiante da ditadura do Presidente do Conselho Ministros António Oliveira de Salazar e opositor da implementação do comunismo em Portugal.
Em 1954-01-25 promoveu uma manifestação a propósito da perseguição religiosa dos católicos na Europa de Leste; manifestação essa que foi criticada por 2 membros Movimento Nacional Democrático: Rui Luís Gomes e Virgínia Moura – membros do Partido Comunista Português.
Entre 1954 e 1955 tenta em vão que o episcopado português se manifeste publicamente, através duma pastoral relativa às condições sócio económicas dos trabalhadores portugueses (Pinho, 2004, p. 15)
Em Março 1956, por ocasião da implementação do “Movimento por um Mundo Melhor na Diocese”, publica um texto reflectindo sobre a doutrina social da Igreja e defendendo a “…justiça e…liberdade como fulcros da personalidade humana.” (Pinho, 2004, p. 11)
No ano de 1958 profere a homília “Lucro e os direitos humanos, contra o capitalismo” e por último a “Carta a Salazar” datada a 1958-07-13, que foi divulgada na imprensa sem o seu consentimento, na qual crítica o corporativismo português, bem como o Estatuto do Trabalho Nacional afirmando que ambos não tinham como base no “…direito natural, nem na moral católica…”(Pinho, 2004, p. 19)
Este documento causou grande impacto na imprensa, magnificado pelo facto aparecer publicamente durante a campanha do general Humberto Delgado à Presidência da República.
Em 1959 António Oliveira Salazar solicita expressamente a exoneração de António Ferreira Gomes da diocese do Porto à Santa Sé (Barreto, 1998, p. 24), pedido que foi negado, mas foi alcançado a retirada do bispo do Porto do território nacional em 1959-07-24 e sendo impedido de retornar à sua diocese em 1959-10-18 (Barreto, 2019, p. 1)
Começa então o seu exílio em Vigo, de seguida em Santiago de Compostela e depois fixa-se Valência entre os anos 1959 - 1963-12-04, para após a segunda sessão do Concílio Vaticano II mudar a sua residência para Beuel na Alemanha fixando-se lá entre Dezembro de 1963 e Dezembro 1964 (Pinho, 2004, p. 19)
A última etapa do seu exílio ocorreu em Lourdes – França onde se fixou entre Dezembro 1964 e Fevereiro 1969; após esta data deslocou-se para Espanha junto da fronteira portuguesa aguardando a autorização para o retorna à sua diocese que foi concedida em 1969-06-18 pelo presidente Marcello Caetano (Pinho, 2004, p. 26) retornando à sua diocese 1969-06-19.
Durante o seu exílio destaca-se o seu trabalho pastoral ao serviço das diversas dioceses que o albergaram, com uma particular nota sobre o seu serviço pastoral aos imigrantes portugueses em França durante a sua estadia em Lourdes.
Destaca-se também a sua participação no Concílio Vaticano II em Roma, como membro da Comissão dos Seminários e Estudos, participa na aula conciliar com intervenções de interesse, relativas ao esquema dos bispos, do ecumenismo, da Igreja no mundo e da liberdade religiosa entre 1963-1965 (Fundação SPES - Breve Perfil Biográfico)
Regressado do exílio não deixou de ser alvo de controvérsias nem de expressar o seu pensamento publicamente, como por exemplo: presença e defesa no julgamento do Mário Pais de Oliveira – padre nos dias 7 e 8 de Janeiro de 1971, em 1972 proclama a homilia “O ministério sacerdotal e a paz” relativo à legitimidade dos capelães militares, como um corpo militar e não exclusivamente religioso, foi acusado de denegrir os capelães militares e as Forças Armadas Portuguesas em geral por parte de alguma imprensa e de políticos na Assembleia Nacional (Pinho, 2004, p. 29-30)
No ano de 1973 crítica o prolongamento da guerra colonial em Portugal (Pinho, 2004, p. 30) e numa conferência em 1974 discursa na conferência “Os direitos do Homem na tradição portuguesa antiga” em Coimbra no dia 22 de Março
A revolução 25 de Abril de 1974 não pára a produção literária e os discursos de António Ferreira Gomes, no pós 25 de Abril defende que a Igreja Católica e o novo estado democrático deveria ser independentes entre si como afirma “…Igreja livre no Estado livre…”(Pinho, 2004, p. 32)
Em 1975 apela pela reconciliação entre os portugueses uma vez que espectro da guerra civil parecia iminente; em 1977-01-20, numa carta à Comissão Diocesana Justiça e Paz, crítica o espírito vingativo que os antigos membros da antiga PIDE/DGS estavam a ser julgados afirmando “Tais exigências, além de serem decerto ilegítimas e inviáveis em processo penal, não poderiam senão conduzir à injustiça e ao absurdo. Julgar o regime nos homens da PIDE, mas só neles? E o Exército português? E a Universidade portuguesa? E a Imprensa portuguesa na sua generalidade? E a Igreja portuguesa…E os partidos democráticos, que antes do 28 de Maio tornaram inviável a Primeira República? E o Povo Português, que só tarde acordou para aquilo que tinha deixado perder?!...”
Em 1971-08-21 escreve o seu testamento, no qual doa a documentação acumulada e produzida ao longo da sua vida à fundação SPES, fundação criada por este testamento e defina nestes termos:
• “A Fundação Spes é uma instituição de natureza perpétua, de fins benéficos, educativos e culturais, sob inspiração cristã.”
• “A acção da Fundação Spes desenvolver-se-á em toda a Diocese portucalense, com preferência para as cidades do Porto e Penafiel, Vila Nova de Gaia e seus termos.” (Fundação SPES - Testamento)
A sua intervenção em temas fracturantes diminui ao longo da sua última década de vida; é alvo de homenagens: a 7 de Agosto de 1980 é lhe concedida a Grã-cruz da Ordem da Liberdade e a 20 de Maio de 1982 é homenageado na Assembleia da República; em 1982-02-15 é exonerado do cargo de bispo do Porto tendo em 1982-05-02 mudado a sua residência para Quinta da Mão Poderosa – Ermesinde.
A sua produção literária abundante não abrandou como bispo do Porto resignatário como se pode constatar pela publicação do livro “Cartas ao Papa” em 1987, dois anos antes da sua morte, no qual reflecte sobre a posição da Igreja Católica face à emergência de novos problemas impostos pela sociedade contemporâneas desde a cultura até às armas nucleares.
O bispo do Porto resignatário morre em 1989-04-13 deixando um legado literário e cultural digno de nota no panorama da sociedade portuguesa do séc. XX.

Nome do produtor

(1920-01-09 - 1988-08-22)

História biográfica

Domingos de Pinho Brandão nasceu a 9 de janeiro de 1920 na freguesia de Rossas, concelho de Arouca, filho de Domingos de Pinho Brandão e de Luciana Joaquina de Jesus Martins de Pinho Brandão.
Fez o ensino primário em Rossas, de 1928 a 1932. Aos 12 anos entrou no seminário menor da Diocese do Porto, conhecido como Colégio de Ermesinde ou Colégio da Formiga, onde frequentou os 4 primeiros anos do ciclo preparatório. Domingos continuou os estudos do preparatório no Seminário Episcopal de Nossa Senhora do Rosário do Porto, também conhecido como Seminário de Vilar, entre os anos de 1936 e 1938 e é já no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto, que conclui o 7º ano do curso preparatório a 13 de julho de 1939.
O seminarista Domingos iniciou o Curso de Teologia no mesmo Seminário Maior do Porto. Terminado o 3º ano, em 1941, prosseguiu os estudos teológicos na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma. Também em Roma frequentou o Curso de Arte no Instituto de Arte Beato Angélico.
Domingos de Pinho Brandão foi ordenado presbítero a 24 de abril de 1943 na Basílica de S. João de Latrão, enquanto ainda estudante de Teologia.
Após os estudos em Roma, regressou a Portugal em 1946, tendo sido nomeado Vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Rossas, sua terra natal. Apenas alguns meses depois, foi apontado para a equipa formativa no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto. Aí exerceu as funções de Prefeito (1946-1953), Vice-Reitor (1953-1956) e Reitor (1956-1960). Ainda como presbítero, foi assistente religioso da Mocidade Portuguesa (1949-1953) e da Ação Católica Portuguesa (1950-1966). Desempenhou também as funções de Juiz e Examinador Pró-Sinodal do Tribunal Eclesiástico do Porto (1953 - 1966) e de Promotor da Justiça e Defensor do Vínculo no Tribunal Eclesiástico da Diocese do Porto (1964 – 1966).
Neste período, foi ainda professor em diversas instituições de ensino da cidade do Porto, com destaque para o Seminário Maior do Porto, para o Liceu Alexandre Herculano, para o Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Porto (CEH-UP) - fundado com a sua colaboração a 22 de maio de 1947 e no qual lecionou Arqueologia e Epigrafia - e para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O CEH-UP preencheu o vazio deixado com a extinção da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, reaberta em 1961. As áreas de ensino que lecionou nas várias instituições incluem Arqueologia, Epigrafia, Numismática, História da Arte, História da Filosofia, Pedagogia, Moral, Liturgia e Grego.
A 29 de janeiro de 1967, D. Domingos de Pinho Brandão foi sagrado Bispo na Sé Catedral do Porto, com o título de Bispo de Filaca, e nomeado para Bispo Auxiliar de Leiria, ministério que desempenhou até 1972. A 1 de julho de 1972, foi nomeado Bispo Auxiliar do Porto, cargo eclesiástico desempenhado até à sua morte.
D. Domingos foi um grande dinamizador de congressos e colóquios religiosos, académicos e científicos, dos quais merecem destaque o Congresso Eucarístico de Arouca em agosto de 1950, os Colóquios Portuenses de Arqueologia, realizados entre 1961 e 1966, e os Colóquios de Estudos Etnográficos que dariam origem à criação do Instituto de Etnografia do Porto, para além de muitos outros em que foi participante e colaborador. Participou em escavações arqueológicas na Alemanha e em Portugal. Fundou o Museu de Arte Sacra e de Arqueologia do Porto a 9 de março de 1958, e assumiu o cargo de diretor do Museu Regional de Arte Sacra de Arouca em 1977, juntamente com o de Juiz da Real Irmandade Rainha Santa Mafalda de Arouca. Os imensos materiais por ele recolhidos na diocese de Leiria levaram à criação do Museu Diocesano de Arte Sacra de Leiria em 1983, de cuja direção também fez parte. Pinho Brandão colaborou na fundação das revistas académicas "Lucerna" e "Museu".
Ao longo da sua vida, D. Domingos publicou numerosos artigos e livros, sendo o de maior destaque a sua obra monumental em final de vida, “Obra de Talha Dourada: Ensamblagem e Pintura na Cidade e Diocese do Porto”, publicada em 4 volumes entre 1984 e 1987. Nos últimos anos da sua vida, D. Domingos esteve associado a várias instituições e associações científicas e culturais, entre as quais o Círculo Dr. José de Figueiredo do Museu Nacional Soares dos Reis, o Centro Português dos Estudos Monásticos da Fundação Cupertino de Miranda, a Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, a Associação Portuguesa de Museologia, a Associação Regional de Proteção do Património Cultural e Natural, a Academia Portuguesa de História e a Sociedade Arqueológica Lusitana.
D. Domingos de Pinho Brandão morreu a 22 de agosto de 1988 no Porto.
Ainda em vida, obteve reconhecimento público pela importância da sua contribuição académica e cultural, sendo condecorado com a Medalha de Ouro pela Câmara Municipal do Porto em 1984, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada pelo Presidente da República no mesmo ano, com a Medalha de Ouro pela Câmara Municipal de Leiria em 1987, e condecorado e homenageado pela Academia Portuguesa de História em 1988. A título póstumo, foi-lhe atribuída a Medalha de Honra de Arouca e título de Cidadão Honorário de Arouca pelo Presidente da Câmara de Arouca em 1989. Em 1992, foi inaugurada a Alameda D. Domingos de Pinho Brandão, em Arouca, com uma escultura do seu busto. O I Congresso sobre a Diocese do Porto, “Tempos e Lugares da Memória”, foi realizado em 1998 em sua homenagem.

Nome do produtor

(1904-10-23 – 1988-09-22)

História biográfica

Núncio Apostólico em Lisboa; cardeal-padre do Sagrado Coração de Jesus em Castro Pretorio.

Entidade detentora

História do arquivo

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Âmbito e conteúdo

Rascunho de dois telegramas 1. de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para o Núncio Apostólico em Lisboa [Maximilien Louis Hubert Egon Vincent Marie Joseph Furstenberg] - saudando e agradecendo em nome de toda a diocese.
o 2º para Domingos Pinho Brandão bispo auxiliar de Leiria desejando que continue o trabalho de pastor na força e sublimidade do senhor e apresentando saudações congratulatórias a D. João Venâncio, bispo de Leiria 1967-01-29

Avaliação, seleção e eliminação

Incorporações

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Condições de acesso

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  • latim
  • português

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        Fontes

        Fontes utilizadas para o campo Âmbito e Conteúdo foram:
        Fundação SPES - Breve Perfil Biográfico - sítio web [https://www.fspes.pt/biografia.html] consultado a 2023-03-29
        Fontes utilizadas para o campo Nome destinatário foram:
        Catholic-Hierarchy - Bishop Domingos de Pinho Brandão- sítio web [https://www.catholic-hierarchy.org/bishop/bpinb.html] consultado a 2023-03-29
        The Hierarchy of the Catholic Church - Maximilien Cardinal de Fürstenberg- sítio web [https://www.catholic-hierarchy.org/bishop/bfurm.html] consultado a 2023-03-29

        Nota do arquivista

        Descrição realizado por Nuno Ribeiro

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