Recorte de jornal – “O Estado de S. Paulo”, com o artigo “A Igreja Católica, Salazar e a política colonialista lusa”, com uma anotação “pg. 96”, 1964-01-26
Angola
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Caderno Homenagem a Camões no 4º centenário - com cópia da Carta de António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado para Mário Pinto de Andrade – padre e fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola informando que “A OPINÃO MUNIDIAL TEM-NOS ASSOCIADO, A V. REVª E A MIM, EM REFERÊNCIA AO ACONTECIMENTO DE HOJE; mas posso assegurar-lhes que, desde sempre ao defender os direitos mínimos do povo português trabalhador contra essa mentira anti-cristã e anti-humana que implantaram sob o nome de corporativismo…”
Manifesta a sua solidariedade com “…os que em África sofriam dos mesmos males, potenciados até horror da semi-escravatura…” e salienta que essa solidariedade é reforçada pelas “…INJUSTIÇAS, CALÚNIAS, VIOLÊNCIAS E ATROPELOS DE QUE V. REVª FORAM E CONTINUAM A SER VÍTIMAS…”,. escrita a carta em Lourdes, França a 13.05.1967. A versão foi retirada do livro de Amadeu Vasconcelos, Subversão sim, evangelho não publicado em 1973
Carta de Moisés Alves de Pinho – arcebispo resignatário de Luanda para António Ferreira Gomes – bispo do Porto relatando o envio do “…meu testemunho sobre o…amigo Padre Alves Correia.”; descreve o padre Alves Correia nestes termos “Foi…um colaborador abnegado em fins de 1919, na tentativa de restaurar as obras de formação de missionários para Angola, varridas pela tormenta de 5 de Outubro de 1910. Com saúde abalada, começou a trabalhar pelo Porto, onde foi acolhido com grande simpatia…”
Conclui agradecendo ao bispo do Porto pelo livro enviado, Carcavelos – Cascais, 1978-04-17
Em anexo:
Documento de Moisés Alves de Pinho – antigo arcebispo de Luanda expressando o seu contentamento pela homenagem a Joaquim Alves Correia – padre; descreve a personalidade e o percurso religioso/missionário do referido padre; reporta também as várias crises de saúde de que foi vítima; sem no entanto impedir a realização do seu trabalho e mantendo o “…feitio alegre e divertido…confiante e otimista.”
Todavia foi vítima das “…das agruras do exílio…” nos Estados Unidos da América, circunstância que “…lhe pesou.” sendo seguidamente atingido por uma doença que ditou o seu falecimento.
Conclui afirmando “Quem o conheceu não estará exposto a duvidar da sua fé e piedade. Estava sempre pronto a sacrificar-se e com alegria.”, Torre de Aguilha – Carcavelos, 1978-04-17
Carta de Armindo Ferreira da Silva para António Ferreira Gomes – bispo do Porto descreve-se como “…director, a delegação em Coimbra da Direção-Geral de Segurança…” até 1974-04-25 e agora detido “…nas cadeias de Portugal.” à quase “…14 meses.”
Expressa a sua “…grande admiração…” pelo bispo do Porto por abordar publicamente e “…desassombradamente, sobre a situação em que se encontram largas centenas de Portuguese, entre os quais me incluo, nas cadeias de Portugal. Presos sem culpa formada, demitidos de funcionários públicos sem serem ouvidos, com a Família a viver em situação precária…”, Cadeia Penitenciária de Coimbra, 1975-06-18
Carta de André Kassinda – Presidente do Conselho do Povo Angolano para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado expressando a sua “…gratidão…” em nome dos “…católicos e dos protestantes angolanos pelo modo como o bispo do Porto afirmou a independência da igreja frente ao estado "Para nós, os angolanos o bispo do Porto há muito atravessou o limiar da legenda.” Solicita a ajuda do bispo do Porto para a concretização dos seguintes pontos:
• “Larga difusão em Portugal e…em Espanha, dos textos que junto, através de todos os meios de difusão possíveis…”
• “Obtenção de nomes de oficiais, sargentos e soldados que, operando em Angola, poderão…ajudar-nos direta ou indiretamente.”
• “Formação de Comissões de apoio psicossocial em Portugal…no campo militar e financeiro.”
• “Formação de unidades autônomas de oficiais pseudo-voluntárias…para o Norte de Angola que depois estabeleceram contactos pessoais com o Conselho do Povo de Angolano…”
• “Formação de um Governo Provisório Português que reconheça a independência de Angola…”
Conclui reconhecendo que o bispo do Porto “…como a mais fidalga personalidade purpurada em Portugal.”, Anexa textos que escreveu no boletim e explica a razão de ser de certas formulações.
Kinshasa (Léopoldville) - República Democrática do Congo, 1965-10-08
Em anexo:
Apelo de André Kassinda – Presidente do Conselho do Povo Angolano para que os “Heroicos soldados de Portugal e civis armados, fazendeiros, estudantes e trabalhadores de Angola, alistai-vos na Vanguarda Africana…das Forças Angolanas do Interior, pertencentes ao Conselho do Povo Angolano cujo chefe é André Kassinda…”, com uma anotação no final “BOLETIM DAS FORÇAS ANGOLANAS DO INTERIOR BOLETIM Nº203 EDITADO EM ANGOLA”, [c. 1965-10-08]
Carta de André Kassinda – Presidente do Conselho do Povo Angolano para António de Oliveira Salazar - Presidente do Conselho de Ministros perguntando “Porque se matam em Angola homens que falam a nossa língua, que são portadores de análoga cultura, que são depositários relativamente em comum de uma tradição histórica e cristã?”; afirma que “…o povo angolano que não deseja ser «politicamente» dependente do Terreiro do Paço por razões de uma traumatização histórica e porque bem entende a sua vontade de ser livre e independente.”; todavia ressalva que o Conselho do Povo Angolano é favorável a:
• “Independência dentro da comunidade luso-tropical por fases;”
• “Proteção dos capitais portugueses e estrangeiros investidos em Angola;”
• “Manutenção dos atuais quadros da administração em Angola;”
• “Continuação de permanência do exército português em Angola;”
• “Garantias de negociação.”
Com anotações laterais:
• “Leia, tire cópias e divulgue este texto em toda a Angola, para que todos os brancos conheçam a traição de Salazar ao Povo Português. O tirano medroso recusou este programa sensato…”
• “Angolanos brancos apoiem Kassinda e lutem nas cidades e nas montanhas ao lado do Exército Multirracial de Kassinda…”
• “LUTEMOS POR UMA ANGOLA LIVRE, MULTIRRACIAL E INDEPENDENTE DO FASCISMO SALAZARISTA”
• “Heroicos e valorosos soldados de Portugal, o Exército Multirracial de Kassinda proclama a Paz dos Bravos. Juntai-vos nas cidades e nas montanhas aos guerrilheiros de Kassinda…”
• “VIVA ANGOLA”
• “BOLETIM DAS FORÇAS ANGOLANAS DO INTERIOR – BOLETIM Nº157 EDITADO EM ANGOLA”
Kinshasa (Léopoldville) - República Democrática do Congo, [c. 1965-10-08]
Carta de Inês para o seu irmão António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado, relatando algumas “…notícias…”, nomeadamente:
• “Foi notada e apreciada a tua intervenção no Concílio.”
• “Dizem que o D. Florentino não volta para o Paço.”
• “A nossa Mãe está bem.”
• “O Joaquim está em casa.”
• “O Fernando já foi para Coimbra continuar os estudos.”
• “O José está lá em Timor.”
• “Chegaram há dias de Angola e Guiné, vários rapazes. Tem sido um foguetório constante.”
• “A família «das Quebradas» anda muito (nervosa).”
1963-06-20
Carta de luís António Cerveira Gomes para António Ferreira Gomes – bispo do Porto expressando que “Caiu bem fundo no meu coração e no dos meus colegas de cárcere, o grito de Amor, de Reconciliação e de Justiça lançado hoje…” pelo bispo do Porto; indica que conheceu o bispo do Porto “…em 1955 no Congresso Nacional da JOC.”
Informa que ingressou na “…PIDE/DGS…” enquanto estava a cumprir serviço militar devido às “…condições monetárias…excelentes…” em “…Fevereiro de 1966, em Lço Marques.”; descreve o serviço prestado à “…PIDE/DGS…” em Lourenço Marques – Moçambique, Beira – Moçambique, ao serviço dos “…Flechas (tropa secreta da PIDE/DGS)…”, indica que foi “Preso em 8 de Junho 74…”, posteriormente libertado e de seguida demitiu-se do serviço das “…Flechas (tropa secreta da PIDE/DGS)…”; indica que abandonou Moçambique e chegou a Lisboa a 1975-09-17 com um “…CERTIFICADO emitido pelo Comando Chefe das Forças Armadas, devidamente assinado…atestando não existirem na Região Militar de Moçambique quaisquer acusações contra mim, nem reparos ao meu procedimento profissional.”
Relata que foi “…preso sem quaisquer explicações…Levaram-me para Caxias até 13 Janeiro 75, data em que me transferiram para a Penitenciária de Lisboa – onde agora me encontro. Desde o dia da prisão até ao presente – 8 meses…”
Prossegue elencando 9 perguntas colocando em causa os fundamentos legais e morais para a sua detenção e continuo aprisionamento; também contradiz as “Entidades oficiais…” que acusam a “…PIDE/DGS…” de ser uma “…«Associação de Malfeitores»…” com vários argumentos.
Conclui solicitando “…uma Justiça equacionada nos conceitos de Justiça do Mundo Livre.”, acrescenta “Nunca será Justiça se…forem agora condenar-nos a todos só pelo facto de termos pertencido à PIDE/DGS, ou se forem inventar leis que punam hoje atividades que, na ocasião da sua prática, eram legais.”, Cadeia Penitenciaria de Lisboa, 1975-05-18
Carta de Carlos [Galamba] – padre da Rua para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado com afirmações de fidelidade ao bispo do Porto e que no dia próximo dia 2 de Maio, dia da sagração episcopal, rezarão na Obra da Rua pelo bispo. Informa que visitará Angola em Julho próximo. Após o retorno irá "tomar conta como principal trabalho a diligência da nossa estruturação canónica.”; conclui solicitando uma bênção do bispo do Porto; Obra da Rua, [c. 1962-[--?]-[--?]
com uma anotação “62-3?" a lápis
Carta de Emília para o seu irmão António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado, perguntando “Como tens passado?”; indica que “Por cá tudo normal: tudo em ponto morto, sem novidades.”; informa que “As vindimas por aqui estão terminadas…O vinho deve ser…mais fraco, devido ao frio e chuvas de Setembro.”; acrescenta que “A calamidade foi na fruta: nem um giga de maças.”
Conclui informando que “No nosso concelho estão proibidos pelo Presidente da Câmara os foguetes nas festas religiosas e até no regresso dos militares…”, 1968-10-23
Carta de António Joaquim Ferronha – professor para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando que os países do continente africano estão a proceder a uma “…viragem…para os regimes de direita de tipo «nacionalista»…é um facto que vem confirmar as minhas apreensões que lhe tinha exposto.”; relata que “A revolução, aqui (Congo), está liquidada: refiro-me evidentemente à rebelião popular.” acrescenta ainda“…o renascente nacionalismo congolês, incarnado na pessoa do general…”; afirma que com este “…novo regime, passei a ter as primeiras dificuldades: não me foi renovado o passaporte congolês…”
Prossegue descrevendo algumas “…notícias…”da oposição colonial portuguesa em Angola; nomeadamente a citação parcial de uma carta do “…Dr. Victor Barros…” e uma descrição do “…duelo entre os homens de Kassinda e os de Holden.” no do Congo-Leopolville, nas vésperas de se tornar República Democrática do Congo
Conclui perguntando “E de Portugal, reações?,”
1966, Jullho?
com uma anotação a lápis: resposta é de 21-7-1966
Carta de C. Rodrigues para António Ferreira Gomes – bispo do Porto relatando que se encontra “…há mais de dois meses…em Moçambique…nomeado em Comissão para o Comando de uma das unidades navais aqui ainda baseadas.”; expressa que queria “…conversar um pouco…” com o bispo do Porto antes da sua partida.
Reporta que recebeu “…uma fotocópia do texto integral da Homília do Dia da Paz, do apelo à Reconciliação entre os Portugueses.” do bispo do Porto; afirma que essa homília foi “…para mim uma fonte de ensinamento, esclarecendo inúmeras dúvidas e apontando um caminho…da Esperança…”; informa que realizou a “…divulgação…” da referida homília quando regressou a Lisboa.
Relata que durante o seu serviço em Moçambique apercebeu-se da “…onda de pânico que a nossa sociedade atravessava…” através da sua correspondência com a sua família.
Reporta que também tomou conhecimento da homília do bispo do Porto “…na Semana Santa…” no “…dia 31 de Março…”; comenta a referida homília nestes termos “…que palavras da mais elevada importância e oportunidade haviam sido uma vez mais proferidas…terríveis palavras de verdade.”
Conclui informando que o seu navio irá zarpar em “…25 de Junho…” de Moçambique e que gostaria de marcar um encontro para discutir as referidas homílias, N.R.P «General Pereira D´Eça», Beira – Moçambique, 1975-05-20
Carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para Humberto da Silva Delgado- general informando que recebeu “…no dia 14 do mês passado, o ofício de Vª Exª nº852/62, datado de 5-XII-62…” e afirma que a comunicação entre os dois se baseia no seguinte princípio “…confiando na inteligência e lealdade de Vª Exª e na honestidade de processos que me assegura.”
Prossegue declarando “Enunciarei…os pontos fundamentais que os documentos da Vª Exª me obrigam a definir ou situar.”; sendo os seguintes:
- “Em princípio…o Bispo deve abster-se de política concreta…Por isso tudo o que escrever não sairá e não deve ser entendido fora da esfera principal daquela meta-política que a Igreja sempre ensinou…”
-“Considero…os cinco princípios, por Vª Exª apresentados, no documento 5 de Dezembro…nada tem de contrário à doutrina e vida da Igreja…”
-“Nas condições da sociedade atual…verificada a pluralidade ideológica dos cidadãos, não será admissível objetar principalmente a laicidade do Estado…”
-“…todo o cidadão português…terá direito…[de] usar da liberdade da consciência…”
-“…em documento colectivo do Episcopado da Metrópole sobre os problemas do Ultramar…foram vistos critérios que estão contra…doutrina e fora do consenso universal da Igreja, o direito e liberdade…[que] assistem a todo o cidadão de qualquer cor e religião.”
Valência, 1963-03-09
Carta de Sebastião Soares de Resende - bispo da Beira para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado solicitando a sua opinião sobre “…os acontecimentos de Angola…”; A grande apreensão em que vive baseia-se em vários sinais: “…ontem pronunciou-se um discurso no conselho legislativo em que se afirmou que Moçambique está em guerra!”, "eu receio muito que tudo isto gere o ódio entre raças, se esqueça ou se resfrie a caridade que é a única solução para civilizações plurinacionais!”; comenta que a transferência do “…Reitor do Liceu da Beira para L. Marques…” uma “…injustiça flagrante…” e que este acontecimento é um sinal da “…exterminação de valores…”, Diocese da Beira, 1961-04-12
Sebastião Soares de ResendeCarta de José Narino de Campos – padre para Amleto Giovanni Cicognani – Cardeal Secretário de Estado do Vaticano relatando o envio do seu livro “…A Verdade e o Mito do Salazarismo…”; continua descrevendo a sua “…intervenção…” pela defesa de “…três sacerdotes angolanos de raça negra vítimas da polícia omnipresente e discricionária do dr. Salazar.” os referidos sacerdotes foram presos e “…exilados em Portugal.”; afirma que estes sacerdotes pediram ajuda à igreja, todavia foram ignorados “Quando um sacerdote perseguido clamou pela Santa Igreja, esta tratou à distância, friamente, como se fosse um estranho!”, relata também que está a efetuar esta “…intervenção…” na “…Secretaria do II Concílio do Vaticano…”, conclui informando do envio de transcrições “…de «Estado de São Paulo; cópia de uma carta do sacerdote angolano Domingos António Gaspar ao Núncio Apostólico em Lisboa e de outra…(ao) Cardeal Cerejeira…”, São João da Boa Vista - São Paulo, 1962-11-24
Em anexo:
Cópia parcial de dois artigos do jornal – “Estado de S. Paulo” datados a 1962-11-08 e 1962-11-10; o primeiro artigo refere “…Uma delegação do governo de Angola no exílio…está realizando em Roma uma intensa atividade para chamar a atenção…(que) o governo de Lisboa prendeu…os expoentes do clero que em Angola apoiam o movimento de libertação nacional…” bem como “…violentas e sangrentas repressões de que é vítima a população de Angola.”
O segundo artigo relata as respostas do “…Igino…chefe do protocolo da Secretaria de Estado do Vaticano…” a perguntas relacionadas com a prisão e exílio de padres Angolanos pelas autoridades portuguesas.”, [post. 1962-10-27]
Cópia de uma carta de Domingos António Gaspar – “…pároco, da Arquidiocese de Luanda…” para Giovanni Panico - Núncio Apostólico em Lisboa descrevendo a sua “…situação deveras anormal criada injustamente pelas Autoridades civis…” em que indica que foi preso pela “…PIDE…” e “Em, Luanda, fui barbaramente espancado pela polícia…a ponto de desmaiar perdendo o uso dos sentidos…”, acrescenta que foi acusado de “…«terrorista»…” sem a apresentação da “…mínima prova ou fundamento…”; relata que saiu em liberdade a “…28 de Outubro…” e que foi obrigado a fixar a sua residência em Lisboa e que se encontra “…quase sem dinheiro…”, conclui solicitando uma audiência com o Núncio Apostólico em Lisboa tendo em vista o seu regresso a Luanda.
Após a transcrição do conteúdo desta carta é indicado que o Giovanni Panico - Núncio Apostólico em Lisboa “…não se dignara a receber pessoalmente o interessado…”, [post. 1962-03-10]
Cópia de uma carta de Domingos António Gaspar – “…pároco, da Arquidiocese de Luanda…”para Manuel Gonçalves Cerejeira - Cardeal Patriarca de Lisboa relatando que foi “…barbaramente espancado pela policia de Luanda…” e exilado para Lisboa devida a uma acusação de “…terrorismo…” sem qualquer “…vestígio de prova.”; relata que tentou marcar uma audiência com Cardeal Patriarca de Lisboa mas que foi expulso do edifício pela “…razão de ser preto.”; solicita ao Cardeal Patriarca de Lisboa que encontre uma forma de regressar a Angola.
Após a transcrição do conteúdo desta carta é indicado que Manuel Gonçalves Cerejeira - Cardeal Patriarca de Lisboa “…não fora além de boas palavras.”, [post. 1962-03-10]
Carta de Maria Adelaide Aroso para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado informando que não poderá visitar o bispo do Porto em Lourdes (França) porque irá para “…Moçambique e Angola…no próximo dia 2…”para realizar uma “…formação.”, afirma que “Não sei para já quando terei possibilidade de ir a Lourdes.”; relata o envio de um “…postal que todas assinamos no dia em que as auxiliares foram chamadas ao serviço do apostolado, na Diocese do Porto…” e informa que o “…Senhor Padre Artur…(e o) Senhor Dr. Godinho…” encontram-se a lecionar “…cursos…” para as “…mais novas.”; conclui manifestando a sua intenção de enviar “…notícias da nossa viagem apostólica ao continente africano…”, Porto, 1965-12-25
com uma anotação manuscrita a lápis “c) Resposta”,