Bilhete-postal para António Ferreira Gomes – bispo do Porto, de interlocutor emocionado com a conversa de telefone havida, a partir de Madrid e informando que se encontra a caminho de Roma; encontra-se no momento em Lourdes. Foto da “A Gruta Milagrosa”, Lourdes – França, 1971-07-17
falta aparte final da mensagem, por essa razão não é possível identificar o autor
Roma - Itália
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Documento descrevendo a ação persecutória sofrida pelo bispo do Porto António Ferreira Gomes por parte do Presidente da União Nacional e chefe do governo português doutor António Oliveira Salazar.
Documento dividido em 31 parágrafos numerados precedidos da frase “Em plena consciência e perante qualquer forma de julgamento, alego e provarei…”
Aponta que a “…perseguição…” do Presidente da União Nacional deve-se ao facto de “…ensinar…a doutrina Igreja…”; o inicio da “…perseguição…” começou com a “…acusação da Acção Católica…” o segundo ato foi um “…serviço no estrangeiro pedido anteriormente por um organismo católico, para me pôr fora duma acção eleitoral…”; aponta como “…instrumento principal de tudo foi…Srª Lívia Nosolini…” pela “…perseguição que me foi e é movida…” e relata que esta “…criticara e procurara ridicularizar os mais altos representantes da Secretaria de Estado…”; defende que nunca sugeriu no pró-memória “…a formação dum «partito democristiano»[partido democrata cristão]…”; descreve que nestas “…perseguições, se não foi sempre notável o apoio do Episcopado, foi sempre manifesto e chocante o desinteresse…” a isto deve-se porque existe uma “…falta duma Conferência episcopal autêntica.”; quando o Vaticano decidiu enviar uma “…Visita Apostólica…o Visitador que foi enviado à diocese…[foi] a pessoa menos indicada para exercer essa função por ser…amigo pessoal de quem me acusava…” que sempre “…me mostrou uma hostilidade…desvelada e agressiva…” todavia o Visitador conclui que o pró-memória era “…bem conhecida doutrina da Igreja…”; defende que a “…atitude… a tomar para com a chamada Situação…” seria a “…adotada pelo Episcopado…espanhol…” que perante a publicação de “…documentos colectivos e individuais…mentalizar e aplicar a doutrina social da Igreja, verificando-se que as tensões e as crises que de aí necessariamente resultam…se solucionam sem explosão e sem escândalo…”, Roma, 1962-10-28
Recorte do jornal “O Estado de São Paulo” contendo o artigo “A Igreja e Salazar” da autoria de José Narino de Campos-padre, 1965-02-14