Zona de identificação
Tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
- Junta Central da Ação Católica
- JCACP
- JCAC
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
Histórico
A constituição, em 1933, da Acção Católica Portuguesa (ACP) justificaria a criação de um órgão central de coordenação e direção. Com a denominado oficial de Junta Central da Acção Católica, nos termos nas bases da ACP, seria composta por um assistente eclesiástico, um presidente, um secretário-geral, um tesoureiro e os presidentes gerais dos organismos nacionais da ACP (Liga Católica, Liga Católica Feminina, Juventude Católica e Juventude Católica Feminina, respetivamente: LC, LCF, JC e JCF). Os dois primeiros cargos seriam ocupados por elementos designados pelo episcopado, igualmente responsável pelo indigitação do secretário-geral e do tesoureiro, mas, nestes casos, mediante proposta da presidência. Os presidentes gerais dos quatro organismos também seriam nomeados pela autoridade eclesiástica. Ainda de acordo com as bases de 1933, o assistente eclesiástico seria um bispo.
O primeiro assistente seria D. Ernesto Sena de Oliveira, arcebispo de Mitilene, auxiliar de Cerejeira, em Lisboa, acumulando com o cargo de presidente. Em 1941, seria substituído por D. Manuel Trindade Salgueiro, o qual, por seu turno, teria como sucessor, em 1956, D. José Pedro da Silva. O Pe. Avelino Gonçalves seria o primeiro secretário-geral, sucedido por Pe. Domingos d’Apresentação Fernandes, desde 1948, e Pe. Sezinando Rosa. Em 1966, o cargo de secretário-geral passaria a ser assumido por um leigo: Sidónio Paes, até 1970; António Sousa Franco, até 1973; e Jorge Jardim, até 1974. Com esta mudança no perfil do cargo de secretário-geral, a Junta Central seria composta somente por leigos, contando com um assistente-geral, no caso, o Pe. Orlando Leitão.
Caberia à JCACP organizar uma secretaria geral, bem como os secretariados, comissões e serviços que entendesse necessários. Teria sede em Lisboa e as receitas das cotas dos associados dos organismos estariam entre as suas fontes de receita. Com a formalização da Conferência Episcopal Portuguesa, em 1967, a JCACP passaria a ser tutelada pela Comissão Episcopal do Apostolado dos Leigos. Cessaria em dezembro de 1974, com os movimentos especializados dela dependentes a passarem, posteriormente, a integrar o Conselho Nacional de Movimentos e Obras do Apostolado dos Leigos
A JCACP teria um boletim oficial para registo dos atos oficiais, dirigido pelos secretários-gerais. Iniciado em 1934, terminaria a sua publicação em 1972.
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
Área de relacionamentos
Área de pontos de acesso
Pontos de acesso - Assuntos
Pontos de acesso - Locais
Ocupações
Zona do controlo
Identificador de autoridade arquivística de documentos
Identificador da instituição
Regras ou convenções utilizadas
CONSELHO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS — ISAAR(CPF): Norma Internacional de Registos de Autoridade Arquivística para Pessoas Colectivas, Pessoas Singulares e Famílias. Trad. Grupo de Trabalho para a Normalização da Descrição em Arquivo. 2.ª ed. Lisboa: Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, 2004.
Estatuto
Nível de detalhe
Datas de criação, revisão ou eliminação
2026
Línguas e escritas
Script(s)
Fontes
Acção Católica Portuguesa: Boletim Oficial, 1934-1972.
FONTES, Paulo. Elites católicas em Portugal: o papel da Acção Católica Portuguesa (1940-1961). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2011.
FONTES, Paulo F. Oliveira - A Acção Católica Portuguesa (1933-1974) e a presença da Igreja em Portugal. Lusitania Sacra. 6 (1994) 61–100.
GUIA da Acção Católica Portuguesa: bases, estatuto e regulamento geral. Vol. 1. 2.ª Ed. Lisboa: Tip. União Gráfica, 1954.
SANTOS, António dos - Revisão histórica da Acção Católica Portuguesa. Laikos. 4:10 (1980) 13–46.