Parte de "Archaelogia ad usum animae"; duas provas tipográficas.
Transcrição dactilografada da carta João Teixeira da Fonseca – regedor da freguesia de Macieira para Francisco José de Assis e Freitas – presidente da Câmara Municipal de Felgueiras reportando que a população de Macieira encontra-se dividida em “…dois partidos, um a favor do padre e o outro contra.”
Reporta que o padre da freguesia agregou na sua igreja “No passado domingo…cerca de 140 automóveis, 100 ou mais motorizadas e três camionetas cheias de povo…para o ouvir.”; reporta que o comentário de um dos ouvintes deste discurso “…parece impossível falar como fala, ataca os governantes, em pouco tempo vai formar aqui uma grande revolução.”
Cópia emitida pelo António Jorge Ferreira – agente da Direção Geral de Segurança – Delegação no Porto - Secção Central, com uma anotação manuscrita “24842”, Porto, 1972-01-29
Transcrição de informação verbal emitida por inspetor Porto Duarte sobre as medidas a tomar a propósito de eventual tentativa de D.António Ferreira Gomes passar a fronteira para Portugal.
Fotocópia e transcrição de carta de Rui Osório ao bispo do Porto (22.09.1972), dando indicações sobre os contactos e atividades na sua viagem a Bona. Entre outros, os contactos com as estruturas partidárias do SPD e CDU. Com envelope.
Maços numerados com a tradução de documentos relativos ao período marata, de 1653 a 12 de junho de 1817.
Maços numerados com a tradução de documentos relativos ao período Britânico, de 13 de junho de 1817 a 14 de agosto de 1947 e um maço relativo ao período pós-britânico, de 15 de agosto de 1947 a 1958.
Transcrição da carta do Papa Paulo VI para António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado relatando que recebeu a carta de António Ferreira Gomes sobre “…as providências tomadas, afim de dar um honrosa e digna solução à Vossa situação pessoal…”; continua “…o problema que agora se põe é exclusivamente e eminentemente religioso. A diocese do Porto é grande...Há muitos anos…que…se encontra numa situação anormal…” e informa “As ofertas que Vos foram feitas…permanecem…o…Nosso desejo de ver restabelecidas a serenidades dos espíritos e a concórdia na vida religiosa daquela diocese, hão-de induzir a conforma-Vos com generalidade e docilidade às decisões que foram ditadas à Santa Sé…”, Vaticano, 1963-08-30
Entre a cópia desta carta e da seguinte existe um parágrafo “…Esta carta foi me entregue, na nunciatura de Madrid…na noite do 1o de Setembro…Em razão das instantes pressões dos dois núncios, redigi uma carta de resposta endereçada ao Santo Padre…” todavia informa que o Núncio Apostólico em Espanha Antonio Riberi insistiu na alteração dessa carta. Por essa razão António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado redigiu-lhe a seguinte carta:
Carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para Antonio Riberi o Núncio Apostólico em Espanha informando que “…repensei todo assunto…Chego à conclusão de que é melhor conformar-me com os bons princípios que regem o homem prudente…” e acrescenta “Espero que V. Excelência…ao dar conhecimento da execução da diligência que lhe fora confiada e que…tanto zelo desempenhou, informe que eu sou sensível à singular dignação do Santo Padre me escrever pessoalmente…”, [post. 1963-09-10]
Transcrição de cartão de Von Schmeling – Cônsul da Alemanha no Porto para António Ferreira Gomes – bispo do Porto datado em 1972-02-08 informando que aceita o convite do bispo do Porto “…para participar no almoço íntimo na Casa Episcopal no próximo domingo, no dia 13…”, com uma anotação manuscrita “24842” e “SC…10/2/72…”,
Transcrição emitida pela Direção Geral de Segurança, [ 1972-02-08]
Transcrição de Carta de Elias do Monte Carmo Carmelo – frade para o Pároco de Cedofeita – Porto [Padre Adriano] expressando os seus “…esclarecimentos…” sobre o “…que se passou na «Obra da Rua», depois da morte do Pai Américo…”; informa que “Não fui eu quem criou esta situação melindrosa. Antes pelo contrário lutei durante quatro anos pela união da «Obra da Rua».” relata que expôs a situação a Dom António Ferreira Gomes, ao Patriarca de Lisboa, ao Arcebispo de Coimbra, a Dom Fernando Cento, a Dom João Panicoe também ao subsecretário e Ministro da Assistência. Mais recentemente a Dom Florentino.” Com o intuito de “…pedir a suspirada união da «Obra da Rua»…”, todavia os seus esforços não resultaram “Vendo que a união não se verificaria, cheguei a pedir para virem daí tomar conta das nossas casas e não se dividir a obra…Fomos desligados na Assistência…”; indica que face a esta realidade foi aconselhado pelo “…Núncio Apostólico e o Senhor Ministro da Assistência…(o) meu Bispo e…até…D. Florentino” a “…aprovar novos estatutos.” para as associações “…Pia União dos Apóstolos da Rua e os da Obra do Padre Américo…”
Relata que a origem desta divisão está “…na calúnia que se levantou ao Padre Américo para lhe queimar os Estatutos da Pia União dos Padres da Rua, como sempre conseguiram. Ele morreu imediatamente e começou a confusão.”
Conclui informando do envio dos “…dois primeiros números do nosso jornal e o exemplar dos nossos Estatutos…”, Obra do Padre Américo, Capelas - São Miguel, 1960-12-28
Transcrição dactilografada de carta de um padre e capelão militar para António Ferreira Gomes – bispo do Porto expressando a sua “…profunda mágoa…” pela “…infeliz homília proferida…no dia 1 de Janeiro...”; acrescenta que essa homília lhe causou “…horror, impressão e susto…” e acusa-o de “…faltar à verdade, ultrajar a justiça, aviltar um serviço, atormentar consciências…”
por comparação com o original, esta carta é da autoria de Carlos Veríssimo de Figueiredo
Transcrição produzida Direção Geral de Segurança, Lisboa, 1972-02-11
Transcrição dactilografada da carta de António Simões – padre e capelão militar da Escola Prática de Infantaria Mafra para António Ferreira Gomes – bispo do Porto reportando as “…considerações…” do Comando da Escola Prática de Infantaria Mafra, dos seus militares e a sua própria reflexão sobre a homília do bispo do Porto proferida em 1972-01-01.
Comenta que essa homília revela “…falta de informação…”, afirma que a maior parte dos capelães militares nunca pegaram em armas e os raros casos em que isso aconteceu foi “…para tentar fugir à morte…”; expressa que o bispo do Porto se encontra a intrometer-se numa área fora da sua jurisdição “Existe na Igreja em Portugal o Vicariato Castrense. Quem é o Capelão-Mor…António dos Reis Rodrigues.”
Cópia produzida por António Jorge Ferreira – agente da Direção Geral de Segurança, Porto, 1972-02-24
Transcrição da carta de António Fernando Feles e Ana de Jesus de Sousa para António Ferreira Gomes – bispo do Porto datada a 1972-02-15 solicitando ao bispo do Porto que visite a freguesia de Macieira da Lixa – Felgueiras para “…ver a fraqueza que vai no concelho de Felgueiras por causa da religião…”
Transcrição de António Jorge Ferreira – agente da Direção Geral de Segurança, com uma anotação manuscrita “24842”, Porto, 1972-02-23
Transcrição de carta de Joaquim Pereira Reimão para António Ferreira Gomes – bispo do Porto datada de 1972-05-14 feita por António Jorge – agente da Direção Geral de Segurança – Delegação do Porto – Secção Central.
A carta é sobre a “…pregação…da peregrinação a Fátima.” em 1972-05-11 na qual um padre afirma que a reza do “…terço…” era o suficiente para salvar a vida de todos os soldados portugueses no “…Ultramar…”; o autor da carta considera esta retórica como uma “…ideia mágico do terço…”
Expressa que é a responsabilidade dos “…Bispos…o dever de zelar pela…autenticidade de expressão e vivência…” de acordo com o “…Espírito Santo…”,
Com uma anotação manuscrita “24842”, e com o carimbo “Confidencial” e “D.G.S. – S.C. – PORTO”, Porto, 1972-05-16
Transcrição dactilografada da carta de Carlos Veríssimo de Figueiredo – padre e capelão militar para António Ferreira Gomes – bispo do Porto expressando a sua “…profunda mágoa…” pela “…infeliz homília [de António Ferreira Gomes – bispo do Porto] proferida…no dia 1 de Janeiro...”; acrescenta que essa homília lhe causou “…horror, impressão e susto…” e acusa-o de “…faltar à verdade, ultrajar a justiça, aviltar um serviço, atormentar consciências…”
Transcrição produzida por António Jorge Ferreira - agente da Direção Geral de Segurança, Lisboa, 1972-02-16
Parte de "Memória descritiva"; fotocópia da versão definitiva.