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Rascunho da carta sobre eventos diocesanos
PT FS AFG/B/PRT/E/01/02/0339 · Documento simples · 1965-03-03
Parte de António Ferreira Gomes

Carta de José Joaquim Bastos Rebelo Pinto Ferreira - padre para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado sobre alguns eventos que mereceram a sua atenção

– O mais uma vez ortodoxo «Agora» denuncia a heterodoxia de certas esferas superiores da Hierarquia Brasileira…”
– O último discurso do Senhor Presidente do Conselho, a quando a tomada de posse da nova Comissão executiva da U.N.”
– O escândalo do Padre Justino da Cruz dos Santos. Descrevendo com maior detalhe o “…escândalo do Padre Justino da Cruz dos Santos.” que consiste no casamento civil com uma jovem de 17 anos e anexa recortes de jornais sobre a questão;

  • a venda de uma quinta. Informação que a “…Casa Sandman…” desistiu da compra da “…Quinta da Boa Vista.”; Seminário do Sagrado Coração de Jesus, Vila Nova de Gaia, 1965-03-03
José Joaquim Bastos Rebelo Pinto Ferreira
PT FS AFG/B/PRT/E/01/01/0119 · Documento simples · 1969-04-10
Parte de António Ferreira Gomes

Rascunho da carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para Giuseppe Maria Sensi – Núncio Apostólico em Portugal informando que “…o Governo Português tem intenção de contactar V. Excelência em vista de certas diligências junta da Santa Sé sobre o meu caso ou…sobre o caso da Diocese do Porto.”; acrescenta “…espero que tudo possa seguir e chegar a bom termo…”; informa que “…compreendo a delicadeza da posição de V. Excelência em relação a um caso que já tem uma longa e bem densa história…”, Alba de Torbes - Salamanca – Espanha, 1969-04-10

António Ferreira Gomes1
PT FS AFG/B/PRT/E/01/01/0073 · Documento simples · 1964-12-25
Parte de António Ferreira Gomes

Carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para Dr. Domingos Pinho Brandão, padre informando que “…tem muita esperança nas nossas Dioceses…como Igreja…” para resistir “…contra os caprichos e doenças dos homens…”; defende que a Igreja deve ser “…antes pobre e vencida que amarrada ao carro de César, nem sequer enrodilhada no manto de Constantino…” e relata “…o Seminário já foi vítima e que já atingiu o climax com os fuzilamentos duplamente criminosos…”, 1965-12-25

António Ferreira Gomes1
PT FS AFG/B/PRT/E/01/01/0066 · Documento simples · 1963-11-03
Parte de António Ferreira Gomes

Carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para Antonio Samorè – secretário de Estado do Vaticano, Arcebispo de Ternobus informando que “Compreendo a gravidade da falta de não ter respondido directamente ao Santo Padre…” todavia justifica que estava ”…à espera de esclarecimento, objectivo ou subjectivo achei melhor interpor tempo…”
Relata que “…Sr. Cardeal Tardini…se mostrava intransigente e inflexível, sobretudo quanto à minha resignação, da qual V. Excelência…e ordenou nem sequer falasse…” devido ao “…seu alto espírito de rectidão e justiça pela honra, coerência e dignidade da Secretaria de Estado, que é mesmo que dizer da Igreja…”, acrescenta “Sei…que Sumo Pontífice tem jurisdição suprema…em toda a Igreja…”; todavia alerta que “…não posso deixar de filiar a confusão que atingiu os espíritos rectos…nas atitudes incríveis e intoleráveis em qualquer sociedade civil dos Senhores Visitador Apostólico, Núncio Apostólico…e Administrador Apostólico…”; conclui “Quero obedecer à Igreja, mas com aquela obediência que só pode honrar a Santa Igreja…”, Roma, 1963-11-03

António Ferreira Gomes1
PT FS AFG/F/C/02/02/005a · Documento simples · [ant. 1962-01-21]
Parte de António Ferreira Gomes

Rascunho manuscrito da carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para Dr. Ferreira Gomes informando que “…não me tenho alheado da vida e feitos do meu «sobrinho»…”; reflete as suas afirmações sobre a organização eclesial “…o meu Amigo fala do campo de concentração eclesiástico e o compara com os de Hitler…não quer decerto argumentar…mas apenas manifestar vivamente um sentimento.”; reflete sobre a condição humana“…nascemos emborcados. Embarcados numa linhagem, numa hereditariedade psico-somática, numa família, numa situação socio-económica, numa Civilização, numa Pátria, numa Religião…Bem ou mal «não somos uma ilha», mas parte de um continente…”, Valência, [ant. 1962-01-21]

António Ferreira Gomes1
PT FS AFG/B/PRT/E/01/01/0074 · Documento simples · 1964-12-25
Parte de António Ferreira Gomes

Carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para o Marcelino Ferreira, padre informando “…poderá imaginar como eu recebi as notícias da reforma operada (que peca por não ser capita...”) do Seminário; sublinha a importância de viver a verdade e honestidade; expressa “…a verdade da nossa querida Igreja a impor-se não obstante as vontades dos homens…já a sua verdadeira face começa a aparecer…”, 1964-12-25

António Ferreira Gomes1
Rascunho da carta resposta sobre o Concílio Vaticano II
PT FS AFG/B/PRT/E/01/01/0055 · Documento simples · 1962-11-25
Parte de António Ferreira Gomes

Esboço em rascunho do início de resposta a carta. Carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para o Movimento de Renovação da Arte Religiosa refletindo sobre Concílio Vaticano II em que afirma que este “…drama que me parece uma…transição do «primeiro» Concílio Vaticano II ou Concílio da Cúria para o «segundo» e efectivo Concílio Vaticano II…” e que a sua “…impressão…” é “…dum Concílio da Igreja…”, [interrompe aqui] 1962-11-25

António Ferreira Gomes1
PT FS AFG/B/PRT/E/02/01/049 · Documento simples · 1969-02-28
Parte de António Ferreira Gomes

Rascunho da carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para Domingos Braga da Cruz informando “…facto é que, desde o passado dia 20 Fevereiro, sei, da maneira mais perfeitamente oficial…que a Igreja Universal não tem qualquer objeção a que eu, Bispo do Porto, reintegre a Diocese do Porto na sua autonomia e dignidades próprias…”; acrescenta “Da parte do Governo atual não tenho qualquer comunicação oficial; e não penso que deva vir a tê-la…”; prossegue “Não há paz religiosa na Diocese do Porto…a esse estado de anormalidade institucional, essa decisão foi um acto do Poder político, uma intervenção do Poder pessoal…”
Conclui informando “…estou a caminho de Portugal, a uns vinte quilómetros da fronteira. Entrarei no meu País, ao fim dum prazo mínimo razoável de espera: bem ou mal, entrarei!”, 1969-02-28
rascunho manuscrito, mas texto idêntico ao datilografado

António Ferreira Gomes1
PT FS AFG/B/PRT/E/02/01/050 · Documento simples · 1969-02-28
Parte de António Ferreira Gomes

Rascunho da carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para Domingos Braga da Cruz informando “…facto é que, desde o passado dia 20 Fevereiro, sei, da maneira mais perfeitamente oficial…que a Igreja Universal não tem qualquer objeção a que eu, Bispo do Porto, reintegre a Diocese do Porto na sua autonomia e dignidades próprias…”; acrescenta “Da parte do Governo atual não tenho qualquer comunicação oficial; e não penso que deva vir a tê-la…”; prossegue “Não há paz religiosa na Diocese do Porto…a esse estado de anormalidade institucional, essa decisão foi um acto do Poder político, uma intervenção do Poder pessoal…”
Conclui informando “…estou a caminho de Portugal, a uns vinte quilómetros da fronteira. Entrarei no meu País, ao fim dum prazo mínimo razoável de espera: bem ou mal, entrarei!”, Ciudad Rodrigo 1969-02-28
rascunho manuscrito muito idêntico a outro rascunho manuscrito e ao datilografado

António Ferreira Gomes1
Rascunho da carta para participar em Comissão de Honra
PT FS AFG/B/PRT/R/01/172 · Documento simples · 1983-10-14
Parte de António Ferreira Gomes

Rascunho da carta de António Ferreira Gomes – bispo do Porto resignatário para António Coimbra Martins – ministro da Cultura agradecendo a “…distinção que me é oferecida de fazer parte da Comissão de Honra para as celebrações do 10º anivº do…25 de Abril… nas condições que se seguem”; 1983-10-14
a letra do esboço do rascunho não é de António Ferreira Gomes

António Ferreira Gomes1
PT FS AFG/B/PRT/E/02/01/052 · Documento simples · 1969-04-01
Parte de António Ferreira Gomes

Rascunho da carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para Domingos Braga da Cruz expressando o seu agradecimento pela “...visita que se dignou a fazer-me neste Parador…”, lamenta “Pena que foi a ausência, tão inesperada quão justificada do Snr. Presidente do Conselho, tenho impedido o encontro do passado domingo…”; descreve a sua intenção de “…dirigir-me a Fátima e aí…aguardar…[de ser] finalmente informado da não existência das causas do impedimento da Sé do Porto, ponha um termo à Administração…”, Ciudad Rodrigo – Salamanca, 1969-04-01
rascunho manuscrito idêntico ao datilografado

António Ferreira Gomes1
PT FS AFG/B/PRT/E/02/01/057 · Documento simples · 1969-06-22
Parte de António Ferreira Gomes

Carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto para Marcelo José das Neves Alves Caetano - Presidente do Conselho de Ministros informando que regressou a Portugal através do itinerário ”…do Caia em Elvas…e de aí vim directamente para Fátima tomando residência transitoriamente nesta Casa das Irmãs Dominicanas.”; assegura “…que está inteiramente fora da minha intenção tocar em qualquer assunto da Diocese do Porto…antes que seja comunicado que o Santo Padre pôs termo à Administração Apostólica.”, Casa das Irmãs Dominicanas – Fátima – Leira, 1969-06-22

António Ferreira Gomes1
PT FS AFG/B/PRT/E/02/01/042 · Documento simples · 1967-11-25
Parte de António Ferreira Gomes

Carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para José do Patrocínio Bacelar e Oliveira - Reitor da Faculdade de Filosofia de Braga - Universidade Católica Portuguesa informando que recebera a “…notícia da inauguração solene da primeira Faculdade da Universidade Católica de Portugal; não posso deixar de vir felicitar V. Rev…e, na sua pessoa a Província Portuguesa da Companhia de Jesus…”; espera que a essa universidade “…nem se proponha a viver da «vetusta e gloriosa» tradição coimbrã, tradição…que…devemos considerar não apenas pobre e inferior…mas positivamente má e manifestamente premonitória…”; acrescenta que “…por necessidade histórica que a Diocese do Porto nunca e de nenhuma forma, por minha boca ou pena concordou com o que a chamada Universidade Católica (sempre assim chamada, sem jamais se perguntar o que isso era ou devia ser…” pudesse centrar-se em Lisboa, à sombra do poder; conclui solicitando “…receber, nesta direção e à minha conta a «Revista de Filosofia»…”, Lourdes - Altos Pirenéus – França, 1967-10-25

António Ferreira Gomes1
PT FS AFG/B/PRT/01/01/020 · Documento simples · [c. 1973-04-12]
Parte de António Ferreira Gomes

Rascunho da carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto para o sobrinho Fernando Manuel relatando que “…foi com alívio que recebi o teu telefonema…”; expressa “…profunda preocupação que eu acompanhava essa tua marcha a caminho do – espiritualmente contra o – sacerdócio ministerial…”; acrescenta “Posso…finalmente falar-te com um leigo…”; explica que “…ao bispo compete ver, visitar, escutar e…compreender, se lhe for possível…Falando assim, vês bem que estou a abordar a crise, a crise da juventude, a fantasmagórica crise…”; considera esta “…crise atual…como uma «crise induzida…por gerações de adultos que fizeram uma guerra universal, guerra repetida…” e também “…a crise dos Seminários, das Universidades e das Ordens provém, por indução, das categorias docentes…”; conclui “…de acordo, Seminário como está não tem futuro; vamos a trabalhar todos pelo futuro do Ministério, presbiteral diaconal e laical!”; [c. 1973-04-11]

PT FS AFG/B/PRT/E/01/01/0058 · Documento simples · 1963-04-08
Parte de António Ferreira Gomes

Carta de António Ferreira Gomes bispo do Porto exilado para o Cardeal Patriarca de Lisboa Manuel Gonçalves Cerejeira informando que “…venho apresentar…algumas pontualizações que me parecem indispensáveis…” relativamente ao pró-memória para Presidente do Conselho de Ministros António de Oliveira Salazar, sobre a Acção Católica, indicando:
• “O meu pró-memória era apenas e só isso mesmo: pró-memória para uma entrevista…não queria que fosse assinado ou respaldado por quem quer que fosse, do Episcopado ou de qualquer sector.”
• “Não quebrei «compromisso comum», porque não me comprometera…”
• “O documento de repúdio e protesto contra a publicação do pró-memória…foi levado ao conhecimento oficial de quem de direito, que…depois impediu…o seu legítimo e necessário conhecimento público…”
• “A forma como V. Eminência relata simplesmente os factos aos quais se liga a [sic] não realização da entrevista causou-me surpresa, melhor dizendo estupefação.”
• “Quanto ao que disse ou não disse a V. Eminência sobre os fins da minha ida à Secretaria de Estado, não devo contradizer V. Eminência. Mas tão viva é na minha memória a impressão de ter falado em oferecer a resignação quanto [sic] a de que Mons. Samoré…me ter dito logo que não falasse em resignação. Como então adivinhou ser esse o propósito da audiência pedida?”
• “…Poderá V. Eminência desconhecer que todos aí concordem ou discordem, reconhecem que o Episcopado está dentro e debaixo da política nacionalista?!”
• “Mas ainda V. Eminência «julga que a sua cooperação (com a Santa Sé) não foi inútil quanto à Acção Católica…Outros sentem e dizem que a perdeu por dentro, que lhe matou a alma, que a tornou mau lugar para católicos…eu na verdade apenas sentia pena, uma imensa pena pela A.C pela Igreja e principalmente por V. Eminência…”
Afirma que “…se não fosse o meu exílio ou calvário, continuaria a ser incómodo e as «decisões colectivas» seriam mais difíceis.”; por último descreve a Conferência Episcopal como “…modelo…monolitismo e com a união nacional dentro do Episcopado…Era isto que se queria chegar ?!...É nisto que nos sentimos Igreja?!...”, Valência, 1963-04-08

António Ferreira Gomes1