O cardeal-patriarca apresenta ao P. Sebastião, três alterações ao texto da consagração aos Sagrados Corações, que foram efetivamente incluídas no texto.
Secretariado Nacional do Monumento a Cristo ReiAto de consagração expressamente composto pelo cardeal-patriarca para a solenidade da inauguração do Monumento a Cristo Rei. Inclui uma gravura do rosto da estátua do Monumento.
Secretariado Nacional do Monumento a Cristo ReiCarta de Manuel Gonçalves Cerejeira - Cardeal Patriarca de Lisboa para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado a acompanhar o envio de “…um exemplar do Projecto dos Estatutos da Conferência…”; prossegue discutindo e retificando duas afirmações proferidas pelo bispo do Porto, nomeadamente:
• “…na Igreja a «morte legal» policialmente decretada contra…” o bispo do Porto…e a interrupção canónica pela «única Autoridade competente» do exercício da sua jurisdição na Diocese do Porto…” – o Cardeal Patriarca de Lisboa comenta “…não poderei de estranhar como sem fundamento de verdade e injusto…apesar de repetidamente convidado, sempre Vossa Excelência se absteve de comparecer nas frequentes reuniões da Conferência em Roma durante todo o tempo do Concílio.”
• “…referente à declaração de Vossa Excelência de que haverá por «irritas e inaplicáveis», «em tudo o que limite e cerceie ou possa vir a limitar ou cercear as suas faculdades e liberdades episcopais» - o Cardeal Patriarca de Lisboa comenta “…as decisões legitmamente tomadas pelo Excelentíssimo Administrador posto pela Suprema Autoridade Igreja na Diocese com plenitude de jurisdição, valem como se fosse o próprio Bispo…”
Lisboa, 1967-02-01
Em anexo:
Documento intitulado “Estatutos da Conferência Episcopal da Metrópole” dividido em 5 capítulos:
• “Natureza e Constituição”
• “Assembleia Plenária”
• “Conselho Permanente ou Comissão Central”
• “Comissões Episcopais”
• “Secretariado Geral” em 28 artigos, [ant. 1967-02-01]
Carta de Manuel Gonçalves Cerejeira - Cardeal Patriarca de Lisboa para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado agradecendo a "exposição de 8 de abril passado", todavia não concorda com o bispo do Porto “…os nossos espíritos não conseguem acordar-se…”, Lisboa, 1963-05-08
com uma anotação “Recebido em 11-V
O cardeal-patriarca exorta os presbíteros a anunciar e organizar o peditório do dia 1 de julho em todas as igrejas e capelas do país, que reverterá a favor da construção do Monumento. Informa que o Episcopado Português na sua última reunião plenária resolveu que esta coleta se faça em todas as missas do dia, para que tenha o significado de um plebiscito nacional no qual devem participar todos os fiéis, para que o Monumento seja obra de todo o povo. Lembra novamente o voto de 1940 de todos os bispos reunidos em Fátima, assim como o dever de todos os cristãos de concorrer para a glorificação pública de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Secretariado Nacional do Monumento a Cristo ReiCarta de Manuel Gonçalves Cerejeira - Cardeal Patriarca de Lisboa e Presidente da Conferência Episcopal para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado reportando a receção da carta do bispo do Porto datada de “…16 de julho…” e a leitura atenta da cópia da carta-exposição dirigida ao Senhor Arcebispo de Conacry…”; classifica a referida carta do bispo do Porto neste termos: “…o fundo e o espírito da carta de V. Ex.ª se lhe afiguram mais emotivos que objetivos...” e acrescenta que o - Cardeal Patriarca de Lisboa “…não pode em consciência aceitar como exatos todos os factos alegados, nem como justos muitos dos juízos formulados…”, 1968-09-24
Manuel Gonçalves Cerejeira(Fátima) Dá a bênção ao jornal O Monumento, a todos ao que nele trabalham, aos propagandistas, leitores e subscritores; exorta os amigos do Coração do senhor a que apressem a hora em que será completada a realização do Monumento a Cristo Rei e pede ao Divino Coração que derrame a cópia das suas graças espirituais e temporais, sobre todos os que concorrerem para esta obra.
Secretariado Nacional do Monumento a Cristo ReiCarta do Cardeal Cerejeira - a António Ferreira Gomes, bispo do Porto exilado, em resposta à solicitação de António Ferreira Gomes sobre o conteúdo da troca de missivas entre o Cardeal e Cunha Leal. Em anexo segue a carta de resposta a segunda carta de Cunha Leal. Lisboa, 1965-05-11
Manuel Gonçalves CerejeiraCarta de Manuel Gonçalves Cerejeira - cardeal patriarca de Lisboa para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando “Quero dizer-lhe que o terei muito presente na Santa Missa, na esperança de que esta presença de espirito e de coração possa ser recebida por V.ª Ex.ª como sinceramente sentida.”, expressa que “…acompanho V.ª Ex.ª com religiosa veneração e fraterna estima.”, 1959-12-15
Manuel Gonçalves CerejeiraCarta de Manuel Gonçalves Cerejeira - Cardeal Patriarca de Lisboa para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado respondendo ao documento intitulado “…«Alegações»…” da autoria do bispo do Porto, no qual atribui “…responsabilidades…” ao Cardeal Patriarca de Lisboa que este recusa aceitar.
Comenta esse documento em três divisões intituladas:
• “…o caso politico-eclesiástico do Senhor Bispo do Porto”
• “…o Senhor Bispo do Porto e o Cardeal Patriarca”
• “…o simulacro da conferência episcopal do regime”
Relativamente ao primeiro destes pontos afirma “Todo o documento das «Alegações» visa a demonstrar isto: o Senhor Bispo do Porto é vítima da sua dedicação à Igreja, «por ensinar…a doutrina da Igreja»…as «Alegações» acusam formalmente o Cardeal Patriarca das «definidas e enormes responsabilidades na origem e evolução deste meu caso…”; o Cardeal Patriarca de Lisboa refuta esta acusações afirmando “O caso nasceu dum acto do Senhor Bispo do Porto: a carta pro-memória que serviria de base a uma entrevista com o Senhor Presidente do Conselho e a divulgação de cópias dessa carta a várias pessoas.”; continua acusando o bispo do Porto de “…obstinação…” por não ter seguido a orientação Episcopado português de “…repudiar a publicação e a exploração politica feita com o seu nome, num documento franco e claro. Que dadas as circunstâncias, só ele podia salvar a situação.”
Acerca do segundo ponto define as acusações particulares ao Cardeal Patriarca de Lisboa nomeadamente:
• “…sempre manifesto e chocante desinteresse…do Patriarcado de Lisboa…”; o Cardeal Patriarca de Lisboa expressa a sua discordância com essa afirmação
• “…Bispo do Porto «não foi à Presidência do Conselho para a entrevista acordada…porque do Patriarcado me foi dito que era melhor não ir…”; o Cardeal Patriarca de Lisboa afirma que a entrevista referida era possível de se realizar e que informou o bispo do Porto desse facto, todavia simplesmente o bispo do Porto “…resolveu não comparecer.”
• “…Senhor Cardeal Patriarca…interpôs-se…” na resolução do caso do bispo do Porto na Secretaria de Estado do Vaticano em Lisboa; o Cardeal Patriarca de Lisboa recusa esta acusação afirmando que a iniciativa de “…entrevista…” entre o bispo do Porto e “…Monsenhor Samoré…” foi da exclusiva responsabilidade da Secretaria de Estado do Vaticano
• O bispo do Porto acusa o Cardeal Patriarca de Lisboa de recusar a publicação da sua “…carta-protesto…” que podia ter terminado o caso; o Cardeal Patriarca de Lisboa afirma que essa carta “…tal como estava redigida, não viria a matar a questão, mas temia que antes a agravasse. Aliás a censura não a deixaria publicar…”
Relativamente ao “…o simulacro da conferência episcopal do Regime.” o bispo do Porto afirma “…a causa real e profunda de toda a crise radica na falta duma Conferência Episcopal autêntica…desta Conferência…sem agenda, sem comissões de estudo, sem deliberação nem votação séria…”; o Cardeal Patriarca de Lisboa contraria esta visão “A demonstração do que tem sido realmente a Conferência está no livro de Actas…Isto, para não invocar o testemunho dos…Prelados que tomam parte da Conferência.”, acrescenta “…tem sido desde sempre nomeadas comissões, por exemplo para o estudo da disciplina das festas…”; outra crítica apontado à Conferência Episcopal é a ausência de uma “…discussão de atitude da Igreja para com o Regime…”, o Cardeal Patriarca de Lisboa refuta tal afirmação “…as formações oficiais da Mocidade e da Legião em relação com o respeito do Dia do Senhor…a assistência social da Igreja, a reposição dos dias santos, o problema das Misericórdias e o das Confrarias…o ensino religioso nas escolas primárias e secundárias”; trata ainda em particular a questão da Ação Católica, Roma, 1962-12-02
Carta de Manuel Gonçalves Cerejeira - Cardeal Patriarca de Lisboa para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado expressando “Não posso esquecer o nosso encontro no dia 17.”; esta carta serve para esclarecer uma passagem dita por D. António Ferreira Gomes no dito momento:
• “V.ª Ex.ª disse-me que eu não queria que V. Excia voltasse para o Porto…Não sou eu que não quero, a situação criada é que não torna aconselhável…que V. Ex.ª volte ao Porto...Não está em causa uma questão pessoal, mas verdadeiramente um problema da Igreja.”
Prossegue criticando a atuação do bispo do Porto “…não poderá negar-se que se criou, em volta do nome de V.ª Ex.ª, um estado de coisas nocivo ao bom governo da Diocese: divisão, contradição, paixão. Há ainda facto dum interregno do governo, cujas medidas V. Ex.ª não poderia sancionar nem deveria desfazer.”; em anexo o envelope da carta, Roma, 1962-10-30
Carta de Manuel Gonçalves Cerejeira - Cardeal Patriarca de Lisboa para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado comunicando no final de reunião havida na secretaria de Estado do Vaticano a alegria do resultado; relata que afirmou ao “…Senhor Cardeal Secretário de Estado que «o Episcopado português não era parte contra o Senhor Bispo do Porto», Sua Eminência respondeu imediatamente que «na Secretaria de Estado não havia nenhuma queixa contra o Senhor Bispo do Porto».”, Roma, 1962-11-14
Manuel Gonçalves CerejeiraCartão pessoal de Manuel Gonçalves Cerejeira - Cardeal Patriarca de Lisboa para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando que “…teve V.ª Ex.ª…muito presente no «Memento» da Missa de hoje…”, 1960-12-25
Manuel Gonçalves CerejeiraNeste cartão está transcrito o texto do termo de abertura do livro de Ouro do Monumento a Cristo Rei, datado do dia da festa do Sagrado Coração de Jesus. O livro de Ouro foi criado para nele serem registados os nomes dos benfeitores mais ilustres.
Secretariado Nacional do Monumento a Cristo ReiRemete uma medalha comemorativa da inauguração ao P. Sebastião Pinto, assim como duas outras, uma para o P. Fernando Leite que tanto trabalhou para a festa das crianças e a segunda para o P. Cabral que colaborou para o esplendor espiritual. Sublinha que o P. Sebastião devia ser a primeira pessoa a receber, pois foi o apóstolo do Monumento e sem o seu amor e devoção ao Coração de Nosso Senhor, ele ainda não estaria feito. Confessa que na tarde da inauguração quando chegou a casa, exausto, o seu coração estava cheio de reconhecimento e veneração ao P. Pinto e comungava na alegria e ação de graças do dele. "Era a hora de cantar, rezar e chorar".
Secretariado Nacional do Monumento a Cristo Rei