Monsenhor Benevenuto de Sousa, filho de Manuel João e Margarida Rita de Sousa (1837-1932 ), nasceu na localidade de Assentiz, em Torres Novas, em 22 de junho de 1859 , tendo sido batizado na Igreja de Nossa Senhora da Purificação, na mesma localidade, a 10 de julho do mesmo ano . Era neto paterno de Manuel João e Ana Silva, do lugar das Rendufas, freguesia de Santa Eufémia e neto materno de José de Sousa e Ana Rita, das Moreiras Grandes, freguesia de Assentiz. Foi seu padrinho Benevenuto de Mendonça Oliveira , natural de Vila Nova de Ourém e a madrinha Ana, tia paterna.
Segundo apontamentos do autor, entre os 9 e os 10 anos de idade foi confiado aos padres da Companhia de Jesus do Colégio de S. Fiel, onde permaneceu durante quatro anos, tendo sido posteriormente admitido no Seminário de Santarém por intermédio do Conde de Tomar, velho amigo do seu avô materno. Quando estava a terminar o curso teológico, surgiu no Seminário D. António Sebastião Valente, arcebispo de Goa e Benevenuto de Sousa foi escolhido para proferir o discurso de saudação. Dias depois, D. António Sebastião Valente convidou-o para fazer parte da sua comitiva, tendo partido em fevereiro de 1882 para Goa .
Foi ordenado presbítero a 23 de setembro de 1882 pelas mãos de D. António Sebastião Valente, tendo celebrado a sua primeira missa no dia 1 de novembro do mesmo ano na igreja de S. Francisco Xavier, em Goa .
Foi padre do Patriarcado de Lisboa, nomeadamente na paróquia de Assentiz, entre 16 de dezembro de 1884 e 30 de dezembro de 1885 e nomeado camareiro de honra de Sua Santidade em hábito violáceo e título de Monsenhor pelo Papa Pio XI, a 1 de julho de 1922 .
Foi diretor e proprietário do jornal católico O Petardo, assim como seu redator e administrador, a partir do Outeiro, em Torres Novas, embora o jornal fosse editado e publicado no Porto .
Foi também diretor, em conjunto com Artur de Moura Quintela, do jornal católico Folhas Soltas , entre 1907 e 1945, com sede na Covilhã, tendo ainda sido diretor do Almanach do Operário , também editado a partir do Porto.
Foi promotor da obra Apostolado da Boa Imprensa em Portugal , de que publicou o manifesto em 1904 .
Esteve preso no Limoeiro entre 10 de outubro e 6 de novembro de 1910 na sequência da implantação da República, não apenas pelo fato de ser sacerdote mas também devido às suas posições a favor da causa monárquica e contra o partido republicano. Em apontamentos, anotou as datas mais importantes desse acontecimento, desde o ter sido levado de casa à cadeia de Torres Novas, posteriormente ao Governo Civil de Santarém e daí para Lisboa, assim como as visitas que teve . Ainda no rescaldo da implantação da República, em 8 de agosto de 1911, chegou a ser expulso do concelho de Torres Novas pelo administrador do concelho, José Maria Dantas de Sousa Baracho Júnior .
Faleceu na sua casa no Outeiro Grande a 30 de março de 1946 .
Foi um dos mais conhecidos jornalistas católicos do seu tempo pela sua combatividade e multiplicidade de iniciativas em que se envolveu. Foi ativista do Círculo Católico de Operários do Porto , desde a sua inauguração em 1898 ; do congresso das Agremiações Populares Católicas e do Partido Nacionalista (1903-1910), tendo inclusive participado como um dos principais oradores no II Congresso Nacionalista, ocorrido em Braga, nos dias 28 a 30 de Outubro de 1907 .
Para além dos artigos nos jornais de que era diretor, escreveu também, entre outras obras, a Noticia biographica do Padre Mestre Fr. João d'Ascenção, publicada em 1927 , ou Apostolado da Imprensa: o seu futuro em Portugal, publicado em 1904 , O púlpito sagrado, de 1909, Carta de guia para a peregrinação portuguesa a Santiago de Compostela, de 1926, só para citar alguns exemplos .
Advogado.
Pároco de Mozelos e Sermonde.
Padre.
Padre.
Superiora - Geral da Congregação das Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus.
D. Domingos de Pinho Brandão nasceu a 9 de janeiro de 1920 na freguesia de Rossas, concelho de Arouca. Estudou Teologia no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição no Porto e na Universidade Gregoriana em Roma. Ainda em Roma frequentou o Curso de Arte no Instituto de Arte Beato Angélico.
D. Domingos foi ordenado presbítero a 24 de abril de 1943 na Basílica de S. João de Latrão, enquanto era ainda estudante de Teologia.
Após os estudos em Roma, regressou a Portugal em 1946, tendo sido nomeado Vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Rossas, sua terra natal. Apenas alguns meses depois, foi apontado para a equipa formativa no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto. Aí exerceu as funções de Prefeito (1946-1953), Vice-Reitor (1953-1956) e Reitor (1956-1960). Ainda como presbítero, foi assistente religioso da Mocidade Portuguesa (1949-1953) e da Ação Católica Portuguesa (1950-1966). Desempenhou também as funções de Juiz e Examinador Pró-Sinodal do Tribunal Eclesiástico do Porto (1953 - 1966) e de Promotor da Justiça e Defensor do Vínculo no Tribunal Eclesiástico da Diocese do Porto (1964 – 1966).
Neste período, foi ainda professor em diversas instituições de ensino da cidade do Porto, com destaque para o Seminário Maior do Porto, para o Liceu Alexandre Herculano, para o Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Porto (CEH-UP) - fundado com a sua colaboração a 22 de maio de 1947 e no qual lecionou Arqueologia e Epigrafia - e para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O CEH-UP preencheu o vazio deixado com a extinção da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, reaberta em 1961. As áreas de ensino que lecionou nas várias instituições incluem Arqueologia, Epigrafia, Numismática, História da Arte, História da Filosofia, Pedagogia, Moral, Liturgia e Grego.
D. Domingos foi um grande dinamizador de congressos e colóquios religiosos, académicos e científicos, dos quais merecem destaque o Congresso Eucarístico de Arouca em agosto de 1950, os Colóquios Portuenses de Arqueologia, realizados entre 1961 e 1966, e os Colóquios de Estudos Etnográficos que dariam origem à criação do Instituto de Etnografia do Porto, para além de muitos outros em que foi participante e colaborador. Participou em escavações arqueológicas na Alemanha e em Portugal. Fundou o Museu de Arte Sacra e de Arqueologia do Porto a 9 de março de 1958, e o Museu Regional de Arte Sacra de Arouca em 1977, ano em que assumiu o cargo de diretor deste mesmo museu e de Juiz da Real Irmandade Rainha Santa Mafalda de Arouca. Os imensos materiais por ele recolhidos na diocese de Leiria levaram à criação do Museu Diocesano de Arte Sacra de Leiria em 1983. Até à sua morte fez parte da direção destes 3 museus. Co-fundou também as revistas académicas "Lucerna" e "Museu".
A 29 de janeiro de 1967, D. Domingos de Pinho Brandão foi sagrado Bispo na Sé Catedral do Porto, com o título de Bispo de Filaca, e nomeado para Bispo Auxiliar de Leiria, ministério que desempenhou até 1972. A 1 de julho de 1972, foi nomeado Bispo Auxiliar do Porto, cargo eclesiástico desempenhado até à sua morte.
Ao longo da sua vida, D. Domingos publicou numerosos artigos e livros, sendo o de maior destaque a sua obra monumental em final de vida, “Obra de Talha Dourada: Ensamblagem e Pintura na Cidade e Diocese do Porto”, publicada em 4 volumes entre 1984 e 1987. Nos últimos anos da sua vida, D. Domingos estava associado a várias instituições e associações científicas e culturais, entre as quais o Círculo Dr. José de Figueiredo do Museu Nacional Soares dos Reis, o Centro Português dos Estudos Monásticos da Fundação Cupertino de Miranda, a Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, a Associação Portuguesa de Museologia, a Associação Regional de Proteção do Património Cultural e Natural, a Academia Portuguesa de História e a Sociedade Arqueológica Lusitana.
D. Domingos de Pinho Brandão morreu a 22 de agosto de 1988 no Porto.
Ainda em vida, obteve reconhecimento público pela importância da sua contribuição académica e cultural, sendo condecorado com a Medalha de Ouro pela Câmara Municipal do Porto em 1984, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada pelo Presidente da República no mesmo ano, com a Medalha de Ouro pela Câmara Municipal de Leiria em 1987, e condecorado e homenageado pela Academia Portuguesa de História em 1988. A título póstumo, foi-lhe atribuída a Medalha de Honra de Arouca e título de Cidadão Honorário de Arouca pelo Presidente da Câmara de Arouca em 1989 e foi inaugurada a Alameda D. Domingos de Pinho Brandão com a escultura do seu busto, em Arouca, em 1992. Também o I Congresso sobre a Diocese do Porto: “Tempos e Lugares da Memória”, foi realizado em 1998 em sua homenagem.
Padre.
Vice-presidente do Conselho Missionário Católico do Conselho Missionário Neerlandês.