Documento simples 0119 - Carta sobre o desempenho junto de Pe. Elísio

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Código de referência

PT FS AFG/B/PRT/E/01/02/0119

Título

Carta sobre o desempenho junto de Pe. Elísio

Data(s)

  • 1960-04-16 (Produção)

Nível de descrição

Documento simples

Dimensão e suporte

15,5 x 17,5 cm (papel)

Zona do contexto

Nome do produtor

(1920-01-09 - 1988-08-22)

História biográfica

Domingos de Pinho Brandão nasceu a 9 de janeiro de 1920 na freguesia de Rossas, concelho de Arouca, filho de Domingos de Pinho Brandão e de Luciana Joaquina de Jesus Martins de Pinho Brandão.
Fez o ensino primário em Rossas, de 1928 a 1932. Aos 12 anos entrou no seminário menor da Diocese do Porto, conhecido como Colégio de Ermesinde ou Colégio da Formiga, onde frequentou os 4 primeiros anos do ciclo preparatório. Domingos continuou os estudos do preparatório no Seminário Episcopal de Nossa Senhora do Rosário do Porto, também conhecido como Seminário de Vilar, entre os anos de 1936 e 1938 e é já no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto, que conclui o 7º ano do curso preparatório a 13 de julho de 1939.
O seminarista Domingos iniciou o Curso de Teologia no mesmo Seminário Maior do Porto. Terminado o 3º ano, em 1941, prosseguiu os estudos teológicos na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma. Também em Roma frequentou o Curso de Arte no Instituto de Arte Beato Angélico.
Domingos de Pinho Brandão foi ordenado presbítero a 24 de abril de 1943 na Basílica de S. João de Latrão, enquanto ainda estudante de Teologia.
Após os estudos em Roma, regressou a Portugal em 1946, tendo sido nomeado Vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Rossas, sua terra natal. Apenas alguns meses depois, foi apontado para a equipa formativa no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto. Aí exerceu as funções de Prefeito (1946-1953), Vice-Reitor (1953-1956) e Reitor (1956-1960). Ainda como presbítero, foi assistente religioso da Mocidade Portuguesa (1949-1953) e da Ação Católica Portuguesa (1950-1966). Desempenhou também as funções de Juiz e Examinador Pró-Sinodal do Tribunal Eclesiástico do Porto (1953 - 1966) e de Promotor da Justiça e Defensor do Vínculo no Tribunal Eclesiástico da Diocese do Porto (1964 – 1966).
Neste período, foi ainda professor em diversas instituições de ensino da cidade do Porto, com destaque para o Seminário Maior do Porto, para o Liceu Alexandre Herculano, para o Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Porto (CEH-UP) - fundado com a sua colaboração a 22 de maio de 1947 e no qual lecionou Arqueologia e Epigrafia - e para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O CEH-UP preencheu o vazio deixado com a extinção da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, reaberta em 1961. As áreas de ensino que lecionou nas várias instituições incluem Arqueologia, Epigrafia, Numismática, História da Arte, História da Filosofia, Pedagogia, Moral, Liturgia e Grego.
A 29 de janeiro de 1967, D. Domingos de Pinho Brandão foi sagrado Bispo na Sé Catedral do Porto, com o título de Bispo de Filaca, e nomeado para Bispo Auxiliar de Leiria, ministério que desempenhou até 1972. A 1 de julho de 1972, foi nomeado Bispo Auxiliar do Porto, cargo eclesiástico desempenhado até à sua morte.
D. Domingos foi um grande dinamizador de congressos e colóquios religiosos, académicos e científicos, dos quais merecem destaque o Congresso Eucarístico de Arouca em agosto de 1950, os Colóquios Portuenses de Arqueologia, realizados entre 1961 e 1966, e os Colóquios de Estudos Etnográficos que dariam origem à criação do Instituto de Etnografia do Porto, para além de muitos outros em que foi participante e colaborador. Participou em escavações arqueológicas na Alemanha e em Portugal. Fundou o Museu de Arte Sacra e de Arqueologia do Porto a 9 de março de 1958, e assumiu o cargo de diretor do Museu Regional de Arte Sacra de Arouca em 1977, juntamente com o de Juiz da Real Irmandade Rainha Santa Mafalda de Arouca. Os imensos materiais por ele recolhidos na diocese de Leiria levaram à criação do Museu Diocesano de Arte Sacra de Leiria em 1983, de cuja direção também fez parte. Pinho Brandão colaborou na fundação das revistas académicas "Lucerna" e "Museu".
Ao longo da sua vida, D. Domingos publicou numerosos artigos e livros, sendo o de maior destaque a sua obra monumental em final de vida, “Obra de Talha Dourada: Ensamblagem e Pintura na Cidade e Diocese do Porto”, publicada em 4 volumes entre 1984 e 1987. Nos últimos anos da sua vida, D. Domingos esteve associado a várias instituições e associações científicas e culturais, entre as quais o Círculo Dr. José de Figueiredo do Museu Nacional Soares dos Reis, o Centro Português dos Estudos Monásticos da Fundação Cupertino de Miranda, a Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, a Associação Portuguesa de Museologia, a Associação Regional de Proteção do Património Cultural e Natural, a Academia Portuguesa de História e a Sociedade Arqueológica Lusitana.
D. Domingos de Pinho Brandão morreu a 22 de agosto de 1988 no Porto.
Ainda em vida, obteve reconhecimento público pela importância da sua contribuição académica e cultural, sendo condecorado com a Medalha de Ouro pela Câmara Municipal do Porto em 1984, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada pelo Presidente da República no mesmo ano, com a Medalha de Ouro pela Câmara Municipal de Leiria em 1987, e condecorado e homenageado pela Academia Portuguesa de História em 1988. A título póstumo, foi-lhe atribuída a Medalha de Honra de Arouca e título de Cidadão Honorário de Arouca pelo Presidente da Câmara de Arouca em 1989. Em 1992, foi inaugurada a Alameda D. Domingos de Pinho Brandão, em Arouca, com uma escultura do seu busto. O I Congresso sobre a Diocese do Porto, “Tempos e Lugares da Memória”, foi realizado em 1998 em sua homenagem.

Entidade detentora

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

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Âmbito e conteúdo

Carta de Domingos Pinho Brandão – padre para António Ferreira Gomes - bispo do Porto exilado informando que pediu ao Pe. Elísio os elementos que D. António indicara e que os envia a folha e a nota que o pe. Elísio lhe enttegou. Informa ainda que “…morreu repentinamente…o Sr. P.ª José Luciano, pároco de Gulpilhares…”; conclui desejando-lhe uma boa Páscoa “, Porto, 1960-04-16

Avaliação, seleção e eliminação

Incorporações

Sistema de arranjo

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Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

  • português

Sistema de escrita do material

    Notas ao idioma e script

    Características físicas e requisitos técnicos

    Documento manuscrito

    Instrumentos de descrição

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    Línguas e escritas

      Script(s)

        Fontes

        Fontes utilizadas para o campo Âmbito e Conteúdo foram:
        Catholic-Hierarchy - Bishop António Ferreira Gomes - sítio web [https://www.catholic-hierarchy.org/bishop/bferrgo.html] consultado a 2023-08-10
        Fundação SPES - Breve Perfil Biográfico - sítio web [https://www.fspes.pt/biografia.html] consultado a 2023-08-10
        Fontes utilizadas para o campo Nome do autor foram:
        Catholic-Hierarchy - Bishop Domingos de Pinho Brandão- sítio web [https://www.catholic-hierarchy.org/bishop/bpinb.html] consultado a 2023-08-10

        Nota do arquivista

        Descrição realizado por Nuno Ribeiro

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